Composto Madeira Plástico - WPC- Vantagens e Desvantagens

Vantagens

A madeira plástica apresenta todas as vantagens que o plástico em si tem: não fende, não é atacado por insectos ou fungos xilófagos, não sofre acção de pragas, insectos nem roedores, é resistente a humidade, maresia e ao apodrecimento, podendo ser utilizada em todos os ambientes hostis à madeira tradicional, e não requer nenhum tipo de tratamento especial. Além disso, apresenta uma maior fixação relativamente a pregos e parafusos, não solta farpas e pode ser trabalhada com as mesmas ferramentas da madeira.

 
A madeira plástica pode ser pintada, mas existe a opção de ser pigmentada durante o processo de fabrico, dispensando pintura. Não precisa ser envernizada.

 
A madeira plástica revaloriza o plástico usado, revertendo em economia nas obtenções de petróleo, do monómero e do polímero. Actualmente, a economia de energia é um factor muito importante, pois vive-se um déficit de energia global.

 
Além do mais, utiliza-se plástico, lixo, recolhido selectivamente, diminuindo a quantidade de plástico das vias públicas, reduzindo a possibilidade de entupimento de escoamentos, de enchentes e de deslizamento de terras. Também diminui o volume de lixo sólido em aterros.

 
Hoje em dia a falta de espaço para a construção desses empreendimentos é um dos maiores problemas das grandes cidades.

 
A reciclagem gera empregos directos e indirectos, com consequente melhoria das condições sócio-económicas da população beneficiada.

 
A vantagem mais importante da madeira plástica é a preservação ambiental. Pelo facto de provir de material reciclado, esta é reciclável, portanto não apresenta desperdício. O material que sobra quando se constrói um objecto volta para o reprocessamento, tornando-se novamente em madeira plástica.

 
As matas e as florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico do planeta, especialmente para o bom funcionamento climático. Nesse âmbito, a madeira plástica é uma boa alternativa para substituir a madeira, reduzindo sua exploração.


A madeira plástica é resistente à corrosão, que afecta os metais, especialmente os derivados de ferro, como os aços.

É resistente a diversos produtos químicos agressivos, como os ácidos e os álcalis (como a soda cáustica), assim como a muitos solventes tanto de uso doméstico quanto profissional, como o aguarrás. Tal característica permite sua limpeza com simples água e sabão ou qualquer detergente, tanto industrial quanto doméstico. Nesta característica, exactamente como qualquer "tábua de carne" ou como material médico-laboratorial, sua limpeza adequada pode até garantir uma significativa redução de microorganismos, ou mesmo a esterilização química, pois não possui porosidades que abriguem microorganismos e humidade.

Apresenta significativa resistência à exposição ao Sol.

Alta resistência superficial à chuva e humidade (contrariamente à madeira), permitindo ser enterrada, por exemplo, sem grandes cuidados com protecção.

Por ser exactamente um "plástico", possui as qualidades de conservação que são exactamente os problemas ecológicos dos plásticos, como a baixa degradabilidade pelas bactérias, mofos e fungos, insetos e outros. Também não é atacada por roedores e aves.
  
Possui estabilidade estrutural e química no tempo, não empenando (curvatura) pela secagem ou envelhecimento.

Pode ser trabalhada, dentro de determinadas limitações como o aplainamento e a fresagem, com ferramentas idênticas às usadas para os trabalhos em madeira.
Sendo um material passível de ser pigmentado das mais diversas cores e com diversos tipos de pigmentos, como qualquer plástico, não necessita ser pintada (e inclusive, pode impedir a pintura trivial). Pode ser conformada em sua superfície com diversas texturas, como lisas ou rugosas, adequadas a diversas aplicações.

 
Visualmente, pode ganhar aspecto muito semelhante, e dependendo da pigmentação e textura, quase idêntico a madeira.

 
Desvantagens
Apesar de se economizar energia e matéria-prima proveniente do petróleo quando se recicla o plástico, que é uma fonte não renovável, a recolha selectiva requer investimento. O custo médio dessa recolha representa aproximadamente dez vezes o preço da recolha convencional.

 

 
Entretanto o governo deve ter em mente que a recolha selectiva e a reciclagem são um investimento em qualidade de vida, em responsabilidade ambiental e na sustentabilidade futura. Deve-se trabalhar inicialmente com versões simplificadas de recolha selectiva e adoptar uma abordagem do problema de forma gradual. A separação domiciliar, a sensibilização e a compra de lixo em comunidades carentes ajudam na criação de uma cultura de reciclagem. Por isso é essencial que o governo faça campanhas em escolas, bairros e locais de trabalho mostrando a importância da separação do lixo.

 

 

 
Outro ponto desfavorável é o preço da madeira plástica no mercado: equivale ao da madeira nobre. Isso acontece porque a produção ainda é pequena, por falta de conhecimento das pessoas sobre o material e, principalmente, por falta de plástico proveniente de lixo para reciclar.

 
A reciclagem dos resíduos plásticos gera, na maioria das vezes, impactos positivos, contudo também ocasiona problemas que devem ser minimizados, como gastos de água e de energia, bem como geração de resíduos durante a lavagem.

 
Em relação aos gastos de água, sugere-se um tratamento local da água utilizada na lavagem dos plásticos com filtros de areia. Uma solução barata para as pequenas empresas. Essa água poderá ser reutilizada.

 
Quanto ao consumo de energia, os equipamentos podem ser dimensionados para gastar o mínimo possível, o que ocorre na maioria das empresas. É a chamada reengenharia dos equipamentos. Ou então, pode-se utilizar fontes de energia mais limpas, como a solar e a eólica.

 
Já os resíduos sólidos, provenientes da lavagem, podem ser transformados em adubo. Este processo é simples e barato.

1 Comentário:

deyson thome disse...

Amigo, excelente trabalho, o tema é de extrema importância e devia ser de interesse do governo.

Obrigado