Teor de cinzas de uma cola para madeira

O Poli–acetato de vinilo PVA, (conhecido por cola branca) tem um excelente poder adesivo e dá uma junta resistente.

A vantagem destas colas é a utilização de água como meio de dispersão.
Esta cola não pode ser utilizada em meios exteriores devido a sua elevada sensibilidade à água.
Esta cola é muito comum na indústria do mobiliário onde tem várias utilizações, tais como colagem de samblagens, colagens de alta-frequência, etc.
Este tipo de cola (cola branca) caracteriza-se por ser um polímero rijo e quebradiço, tendo em conta que a temperatura de secagem desta cola é superior à temperatura ambiente, recorre-se à adição de plastificantes com o intuito de diminuir o tempo de secagem. As colas brancas apresentam alguns inconvenientes; assim como: uma resistência medíocre ás intempéries a não ser que seja introduzido um endurecedor (como por exemplo a melanina) e também exige uma preparação previa da superfície a colar.

Uma grande vantagem desta cola é esta estar sempre pronta a ser utilizada (excepto nos casos com endurecedor) e é muito fácil de utilizar.
Este tipo de colas apresenta uma elevada concentração de partículas sólidas, pelo que podem obter-se soluções aquosas de baixa viscosidade.
Um outro tipo de cola é a cola de solvente (ou cola de contacto), que também é uma cola muito utilizada na indústria do mobiliário onde o seu manuseamento deve ser cuidado devido ás características que apresentam os seus solventes. É uma cola de presa instantânea, possibilitando efectuar a colagem por pressão manual, apesar de ter boas capacidades adesivas é necessário uma técnica elaborada na sua aplicação tornando--se indispensável a encolagem prévia das duas superfícies a colar à espera do tempo de aberto necessário e só assim é que se deve por em contacto os dois elementos pré colados. A grande desvantagem desta cola é o facto de ter solventes voláteis na sua constituição, pois, uma má utilização desta cola ou o simples facto de ser mal acondicionada pode fazer com que esta perca as suas propriedades químicas.


TEOR DE CINZASO teor de cinzas (componentes não-voláteis) ou extracto seco expressa-se pela quantidade que resta, em peso, da amostra de cola depois de submetida a temperaturas elevadas (450ºC) sob condições determinadas. Podemos então dizer, que o teor de cinzas é o teor de sólidos que submetidos a altas temperaturas se torna em cinzas.
Embora a maior parte das colas para madeiras sejam de dispersões em água ou em soluções hidro-alcoólicas, as colas solventes apresentam-se em solução.
Esta particularidade exige que se tomem precauções, dada a inflamabilidade destes solventes e aos vapores libertados, havendo por isso necessidade de uma boa ventilação.
Estas colas, fazem parte do grupo das colas de contacto, portanto toma-se indispensáveis a colagem prévia das superfícies a ligar.
Determinação do teor de cinzaA Cinza é um resíduo inorgânico resultante da oxidação completa da matéria orgânica:
– Representa o teor total de elementos minerais;
– Caracteriza os produtos refinados – cinza total;
– Testa as propriedades físicas - cinza solúvel em água;
– Determina a contaminação com areia – cinza insolúvel em ácido.
– A preparação de cinzas é o passo inicial do procedimento para análise elementar.

A cinza não tem necessariamente a mesma composição que a matéria mineral presente originalmente na amostra. Depende da natureza da amostra e do método de determinação utilizado.

Produção de cinzas – Método secoColocação em mufla a temperaturas superiores a 500 ºC;
Vaporização de água e voláteis;
Reacção dos compostos orgânicos com o oxigénio atmosférico para produzir dióxido de carbono, água e óxidos de azoto;
Conversão da maior parte dos elementos minerais em sais (óxidos, sulfatos, cloretos, fosfatos, silicatos;
– Fe, Se, Pb e Hg Cd Cr, Ag, Ni, Va, Zn, P, podem ser parcialmente evaporados;
• Não requer adição de reagentes
• Pouca manipulação
• Processo lento

Produção de cinzas – método húmido• Oxidação completa da matéria orgânica por misturas de ácidos nítrico sulfúrico e perclórico;
• Não ocorre volatilização;
• É mais rápido que o método seco;
• Extremamente perigoso por utilizar reagentes muito corrosivos e potencialmente explosivos (ácido perclórico);
• Requer uma “Hotte” especial para ácido perclórico.

Regras para a obtenção de resultados precisos e exatos:1. Todo material utilizado deve ser o mais puro e inerte
possível.
2. A limpeza dos equipamentos e cadinhos por banho de
vapor é muito importante para diminuir as interferências e a
adsorção dos elementos.
3. Utilização de microtécnicas com pequenos equipamentos e
cadinhos.
4. Os reagentes e o material de laboratório devem ser o mais
puros possível.
5. Evitar a contaminação do ar no laboratório.
6. Restringir as manipulações e etapas de trabalho.
7. Todo o procedimento deve ser verificado por análises
comparativas interlaboratoriais.