Espécie de madeira - Nogueira

Espécie folhosa, as nogueiras ou croucheiras (género Juglans) são plantas da família Juglandaceae. A espécie mais conhecida na Europa e a demais importância comercial é a nogueira comum (Juglans regia).


Origem
A nogueira não é originária das nossas latitudes, mas adaptou-se a elas há muito tempo. É originária do Sudoeste Asiático e do Mediterrâneo Oriental e foram os Romanos que a introduziram na Europa.

Caracteristicas Físicas
O borne é bem diferenciado, amarelo claro a quase branco, ou de castanho pálido a castanho esbranquiçado.

O cerne é castanho avermelhado claro ou intenso, podendo apresentar-se castanho médio a chocolate. É muito abundante e de contorno mais ou menos regular, mas nem sempre bem definido.

Os anéis de crescimento são facilmente visíveis

O grão é medianamente fino e uniforme. O fio é recto, ocasionalmente ondulado.

A madeira da nogueira é considerada uma das mais valiosas das diversas classes de madeira existentes entre nós.

É de uma dureza comparável à do carvalho, mas fácil de trabalhar, e além disso é extraordinariamente decorativa pelos tons vivos e escuros do seu durame ou cerne.


Propriedades físicas

Densidade / Massa Volúmica (12% H): 550-620-660 Kg/m3

Coeficientes de Retracção: 12,8-14 %

Volumétrica: 8,0 %

Tangencial: 5,0 %


Propriedades mecânicas

Flexão Estática: 90-106 N/mm2

Flexão Dinâmica: 5,8-6,8 J/cm2

Compressão Axial: 45-55 N/mm2

Compressão Perpendicular: 3,9 N/mm2

Módulo de Elasticidade: 10800-13500 N/mm2

Tensão de Corte: 8,8-9,6 N/mm2

Nota: Os valores apresentados são apenas representativos e aproximados da realidade, no entanto podem variar, consuante a amostra em análise.
Propriedades tecnológicas

Madeira semi-dura.

A serragem é fácil de realizar.

A secagem deverá ser conduzida cuidadosamente para que não se produzam defeitos. Apresenta risco de colapso, fendas internas e empenos.

Possui aptidão para a produção de folha por desenrolamento e corte plano.

Boa aptidão para a curvagem. A colagem, pregagem, aparafusamento e acabamento não apresentam problemas.


Durabilidade:
A nogueira está avaliada como "muito resistente" a decomposição do cerne; é uma das madeiras mais duráveis mesmo sob condições favoráveis a decomposição. O Borne é susceptível ao ataque da traça.


Utilizações
É uma madeira utilizada sobretudo no fabrico de móveis e no revestimento interno das habitações, sendo também muito requisitada para trabalhos de talha e para culatras de armas de fogo.


HDF - High Density Fiberboard ou Hardboard

Hardboard, também chamado High density fiber board, não deve ser confundido com Hardwood (folhosas), é um tipo de produto de engenharia. É semelhante ao painel de partículas e MDF.


São painéis de fibra formados por fibras de madeiras seleccionadas provenientes de cultivos florestais de Pinus, por isso é ecologicamente correcto. As fibras são aglutinadas e compactadas entre si com resina sintética através da acção conjunta de pressão e calor em prensa contínua de última geração. Hardboard é produzido em um processo húmido ou seco. O processo húmido deixa apenas um lado bom e hardboard processado a seco é bom em ambos os lados.

Este tipo de painel, apresenta uma superfície lisa e excelente para pintura e outros acabamentos.

Um pouco da sua História
Um produto semelhante ao hardboard foi feito pela primeira vez em Inglaterra em 1898 com resíduos de papel prensados a quente. Em 1900, placa de fibras de densidade relativamente baixa foi fabricado no Canadá. No início dos anos 20, melhores métodos de compressão de polpa de madeira húmida em altas temperaturas, resultou num produto de maior densidade.

Ao contrário de madeira maciça, o hardboard é muito homogénea, sem grão. Um laminado de madeira pode ser colado para dar a aparência de madeira sólida.

Caracteristicas
Para atender os mais exigentes consumidores, o HDF é o único do mercado com espessura a partir de 2,5 mm, 100% fibra longa e de coloração clara. É um painel industrial homogéneo, com excelente estabilidade dimensional, de superfície uniforme, lisa e de alta densidade. É rigorosamente testado em conformidade com as normas EN, mundialmente aceitas para estes produtos.

High Density Fiberboard é um painel feito com fibras de madeira com densidade superior ao do MDF, acima de 800 kg/m3, o que significa maiores resistência mecânica e rigidez.

São chapas com resistências físicomecânicas melhoradas para aplicações que requeiram alta resistência à flexão, suportando pesos elevados ou repetidos impactos.

O seu fabrico realiza-se a partir de fibras húmidas compactadas sob a acção de níveis elevados de pressão e temperatura, cuja união é favorecida pela resina de origem natural que se encontra nas fibras.

Estas chapas obtêm-se aumentando a quantidade de fibras, de resina aglutinante, e modificando o ciclo produtivo.

Este difere de painéis de partículas na medida em que a ligação às fibras de madeira não requer nenhum material adicional, apesar de ser adicionada a resina frequentemente. Ao contrário de painéis de partículas, não vai fender.

Utilizações
Escadas, prateleiras industriais, tampos de bancadas industriais, estruturas de mesas, componentes de cadeiras, soalhos.


Espécies de madeira - Sucupira

NOME COMUM: Sucupira


NOME CIENTÍFICO: Bowdichia nitida

FAMÍLIA: Fabaceae

OUTROS NOMES COMUNS: Cutiúba, Macanaíba, Matanaíba, Sapupira, Sapupira-da-mata, Sebepira, Sepipira, Sicupira, Sucupira, Sucupira-amarela, Sucupira-da-mata, Sucupira-da-terra-firme, Sucupira-marreta, Sucupira-pele-de-sapo, Sucupira-preta, Sucupira-vermelha


Propriedades Gerais:
A colorarão do cerne após o corte, é marrom com tonalidade chocolate, tornando-se marrom escuro após a secagem e apresentando ainda, faixas estreitas de um marrom mais claro.

O borne é estreito, claramente diferenciado do cerne, e acizentado ou cinza-róseo. A madeira possui textura grossa, embora homogêneas, apresenta pouco desenho, alto brilho, e a grã varia de direita a ligeiramente entrecruzada.

O cheiro e o sabor são indistintos


Propriedades Físicas

Os valores de 7,4% para contracção tangencial, 4,5% para radial e 12,3% para volumétrica, não são excessivos para uma madeira com a densidade da sucupira. Embora a taxa relativa de contracção de 1,6 seja muito favorável, a madeira apresenta tendência a fendimento nas superfícies e extremidades a diversos tipos de empenos durante a secagem ao ar. Sucupira é classificada como madeira de rápida secagem em estufa e de secagem muito difícil ao ar.

Densidade madeira altamente densa, com 13% de humidade, seca tem 1.010 kg/m 3, verde tem 1.320 kg/m3, seca rapidamente ao forno ou ao ar livre.


Propriedades mecânicas
Flexão:
Resistência (fM):
Madeira verde: 147,6 MPa

Limite de proporcionalidade
Madeira verde: 65,5 MPa

Módulo de elasticidade
Madeira verde: 16060 MPa

Compressão paralela às fibras:
Resistência (fc0):
Madeira verde: 73,2 MPa
Madeira a 12% de humidade: 92,3 MPa

Compressão perpendicular às fibras:
Resistência (fc0):
Madeira verde: 9,9 MPa
Madeira a 12% de humidade: 15,9 MPa

Nota: Quaisquer valores apresentados são apenas uma base se referencia aproximada, uma vez que estes podem variar de árvore para árvore ou de amostra para amostra.


Propriedades de tecnológicas
A madeira é moderadamente difícil de ser trabalhada, apresenta bom comportamento em relação ao trabalho de serras, mas de difícil aplainamento pelo fato de possuir grão entrecruzado. Segundo alguns autores é fácil de ser torneada, tem elevada capacidade de retenção de parafusos e aceita satisfatoriamente verniz ou polimento, desde que seja primeiramente aplicada uma substância para enchimento de poros da madeira.

Preservação:
A Sucupira é uma espécie durável e resistente ao ataque de fungos e térmitas que atacam madeira seca. Segundo testes preliminares de preservação a madeira pode ser classificada como de fácil preservação.

Utilizações
Implementos agrícolas, carpintaria e construção (em geral), dormentes, soalhos, marcenaria e mobiliário, construção pesada, pontes e construções marítimas (acima de água) estacas e construções marítima (submersas), postes e pequenas estacas, ferramentas manuais, torneamento.

MDF - Processo de Fabrico

Etapas do processo de fabrico
Descasque – operação comum do fluxo operacional das indústrias de produtos à base de madeira. À obtenção de fibras, o tamanho do toro não influencia, podendo apresentar dimensões mais limitadas;

Fragmentação – após o descasque, os toros passam por uma operação de fragmentação, onde são gerados cavacos, ou partículas, a partir de picadores;

Classificação dos cavacos – a forma final do cavaco é menos importante na qualidade final do produto, uma vez que os mesmos serão transformados em fibras. No processo produtivo, não é possível obter cavacos de tamanhos uniformes. Com esta irregularidade dimensional dos cavacos, os maiores são separados por baterias de peneiras, e em seguida, retornam ao picador;

Armazenamento de cavacos – são armazenados em silos com volume equivalente a 24 horas de operação. Como na maioria das vezes os cavacos ficam expostos à atmosfera, antes do processamento é feita uma selecção por peneiras, seguida de lavagem;

Tratamento de cavacos – nesta etapa os cavacos são amolecidos para facilitar a operação do desfibrador na formação da polpa, reduzindo seu consumo energético. A lenhina presente nas camadas intercelulares é amolecida, perdendo sua capacidade de retenção de fibras, o que resulta numa polpa de fibras mais resistentes e flexíveis, formando placas mais rígidas;

Desfibramento – as fibras podem ser obtidas por desfibradores mecânicos ou por meio de técnicas de aumentos de pressão, que é um método menos utilizado. Nos desfibradores, os cavacos são introduzidos e, por força centrífuga, são lançados para a periferia dos discos;

Mistura de resina – adicionada a resina, o catalisador e, em alguns casos, certos aditivos, e mistura-se a matéria-prima. As resinas mais utilizadas são à base de uréia-formaldeído, melanina-uréia-formaldeído e tanino-formaldeído;

Secagem das fibras – o elevado teor de humidade das fibras acarreta uma série de problemas quando a manta é formada e prensada a quente. Os secadores aplicados na manufatura do MDF são simples, caracterizados por um tubo em cujo interior flui ar seco e quente;

Armazenamento das fibras – o silo de fibras, tem a função de acumular um volume adequado de fibras para a formação das mantas (entrelaçamento), sem que ocorra uma provável interrupção em função de distúrbios na linha de fluxo das fibras;

Entrelaçamento das fibras – colchão a seco é formado a partir de uma suspensão das fibras ao ar. O sistema formador da manta tem um bico de oscilação lateral que descarrega as fibras sobre uma cinta porosa de avanço contínuo, cujo fundo é dotado de um sistema de sucção que mantêm as fibras unidas. A altura do colchão é delimitada por um cilindro dentado acoplado a um tubo seccionador de fibra excedente;

Seccionamento – o sistema de seccionamento muda conforme o tipo de linha de formação, que é o conjunto de equipamentos cujas operações dão a forma final ao MDF. Quando o processo de secagem é intermitente, a manta é cortada por lâminas circulares não-dentadas e, em seguida, encaminhada às operações de pré-prensagem e prensagem a quente;

Prensagem – a pré-prensagem evita possíveis desmanchamentos e deslizamentos das fibras da manta durante a prensagem a quente. Para cada sistema de prensagem, existe um tipo de linha de formação. A injecção do vapor durante a prensagem permite um aquecimento quase instantâneo da manta, resultando numa cura mais eficiente da resina, permitindo a manufatura das chapas de elevadas espessuras;

Arrefecimento – é efectuado para evitar variações dimensionais da chapa após o aquecimento. Normalmente, são arrefecidas à temperatura ambiente, protegidas das intempéries, onde o tempo depende do tipo de linha de formação utilizada;

Corte, lixagem e revestimento – o corte é feito procurando estabelecer a medidas dos painéis de MDF, conforme padrões estabelecidos. A lixagem está directamente relacionada à preparação da superfície das chapas, para acabamentos finais;


Adesivos empregues no fabrico de MDF
O emprego de adesivos sob pressão e temperatura permite o fabrico de placas com larguras muitas vezes superior ao diâmetro da árvore que fornece a matéria-prima. O fabrico de painéis à base de madeira, além de practicamente eliminar as limitações de tamanho, permite o aumento da resistência lateral (eixo transversal), através da disposição das lâminas no fabrico do contraplacado, ou através da orientação das fibras e partículas na produção de chapas de fibra e chapas de madeira aglomerada, contribuindo significativamente para diminuir os efeitos da anisotropia da madeira.

Para o fabrico do MDF, as resinas naturais existentes na madeira não são suficientes para agregar as fibras. Então, passa a ser necessário adicionar algum tipo de elemento ligante. A adesão entre as fibras da madeira e o adesivo, depende de interação físico-química. Os adesivos realizam três fases distintas durante o processo de ligação.

Inicialmente o adesivo deve humedecer as fibras; em seguida, deve fluir de modo controlado durante a prensagem e, finalmente, adquirir forma sólida. Se ocorrerem falhas em algumas destas etapas, certamente a qualidade da colagem será afectada. Uma óptima ligação requer íntimo contacto entre o adesivo e a fibra. Isto é realizado usando pressão e temperatura, ajustando também a viscosidade do adesivo, transferindo o fluxo através dos pontos de ligação, enquanto, acomoda-se a madeira para conseguir melhor contacto na superfície.

Os principais adesivos que empregues na produção de MDF são: uréia-formaldeído e melamina-formaldeído. Os adesivos à base de uréia-formaldeído podem ser formulados para curar à temperatura ambiente (20ºC) ou para aquecimento através de prensas quentes a temperaturas que variam até 160ºC. O uso de extensores à base de farinha de cereais, juntamente com a resina, realiza colagens perfeitas. A farinha e o excesso de cola retardam a velocidade de cura da cola e, para compensar este fenómeno, adiciona-se à mistura um catalisador. Existem vários tipos de catalisadores adaptáveis às condições específicas do emprego. Para prensagem a frio existe um tipo, enquanto para prensagem à quente utiliza-se outro tipo de catalisador. O adesivo uréia-formaldeído apresenta coloração clara. Possui como desvantagem à libertação de formaldeído na prensagem a quente, e tem sido muito combatido por órgãos de controle ambiental, porque o formaldeído é altamente tóxico.

Já os adesivos à base de melamina-formaldeído são normalmente do tipo de cura à quente (115ºC a 160ºC), similar à uréia-formaldeído. A emissão de formaldeído é causada pelo excesso de formaldeído liberto pelos adesivos. A libertação ocorre pela quebra das ligações na resina devido a grande exposição à humidade. Devido aos processos de produção, o custo da resina melamina é bem mais alto que a resina de uréia. Basicamente, as reacções de condensação da uréia e da melamina são iguais. Também a reação melamina-formaldeído, interrompe-se por meio de neutralização quando os produtos de condensação ainda estão suficientemente solúveis em água.

As resinas melamínicas são comercializadas sob a forma de pó, porque em soluções aquosas a sua vida útil é curta. A cura, ao contrário das resinas uréia-formaldeído, pode ser efectuada sem catalisadores ácidos, mas simplesmente através do calor. Possui algumas vantagens como: maior resistência à água, possibilidade de cura sem catalisador. E como desvantagens: alto custo de produção, pequena vida útil em solução aquosa e impossibilidade de prensagem a frio.

Espécies de madeira - Freixo

Nomes Científicos: Fraxinus spp.

Família: Oleaceae. A mesma família a que pertencem a oliveira e muitas outras árvores do género Fraxinus.

Origens (mais comuns): A espécie Fraxinus excelsior é encontrada em latitudes temperadas da Europa, das Ilhas Britânicas à Rússia, em altitudes de até 1.500 metros, excepto no centro-sul da Península Ibérica e no extremo sul da Grécia e Itália. Outras espécies são encontradas na região mediterrânea da Europa, Ásia Menor e norte da África, inclusive Fraxinus angustifolia (o mais comum na Península Ibérica e África do Norte) e Fraxinus ornus (o mais comum na Grécia). Outras espécies são encontradas na América do Norte e nas regiões temperadas da Ásia.

Nomes (mais comuns): O freixo, fresno em castelhano, ash em inglês, frêne em francês, frassino em italiano, Esche em alemão, melía em grego, é uma árvore do gênero Fraxinus. Nos EUA, também se chama ash a árvores dos gêneros Zanthoxylum e Sorbus.

Características Gerais e Morfológicas

Árvore de porte médio que pode atingir cerca de 25 metros de altura e folha caduca. O Freixo americano possui uma aparência similar ao Freixo europeu

Borne: Branco ligeiramente acastanhado, quase branco.
Cerne: Marrom cinzento a marrom claro, ou amarelo pálido com nós marrons
Medula: Castanho acinzentado a castanho claro, ou a amarelo pálido com listado castanho.
Veio / Fio: - Grão: Direito.
Textura: Grosseiro e uniforme.

PROPRIEDADES FÍSICAS


Densidade / Massa Volúmica (12% H): 680-700-750 Kg / m3
Coeficientes de Retracção
Volumétrica: 19,1 %
Tangencial: 5,1 %
Radial: 3,2 %

PROPRIEDADES MECÂNICAS

Flexão Estática: 130-160 N/mm2
Flexão Dinâmica: 6,7-8,8 J/cm2
Compressão Axial: 43-59 N/mm2
Compressão Perpendicular: 20,4 N/mm2
Módulo de Elasticidade: 11900-13900 N/mm2
Força de Corte: 12,0-13,4 N/mm2

PROPRIEDADES TECNOLOGICAS

Possui propriedades de resistência óptimas em relação ao seu peso, com excelente resistência ao choque e bom ao encurvamento sob acção do vapor.
A serragem não apresenta dificuldades particulares, sendo considerada bastante fácil de executar.
A secagem é relativamente rápida e fácil de executar, apresentando um ligeiro risco de empeno e aparecimento de fendas quando se usam temperaturas demasiado elevadas.
Não apresenta problemas durante a fase de mecanização, apresentando elevada aptidão para a curvatura.
A colagem e acabamento realizam-se sem dificuldades, apresentando boa recepção de ceras, velaturas, vernizes, etc.
A pregagem e aparafusagem requerem pré-perfuração para evitar a abertura de fendas.

DURABILIDADE

O cerne não é resistente à degradação. O borne é susceptível ao ataque do caruncho e insectos xilófagos mais comuns.
Impregnabilidade: Moderadamente difícil no cerne, enquanto o borne é permeável.

O Freixo no Ecossistema

Raramente forma povoamentos puros mas é frequente na orla de povoamentos de outras espécies. Ocorre vulgarmente junto a uma linha de água, mas também em bordaduras de terrenos frescos (como os lameiros), onde forma pequenos bosques.

Utilizações

A madeira de freixo é de muito boa qualidade por ser elástica e dura. É aplicável essencialmente a interiores, mobiliário, pisos, portas, arquitectura interior, acabamentos de luxo, painéis. Pode também ser usado para trabalhos de tornearia.


Em países onde é muito comum, é muito usado como lenha, pois arde relativamente bem mesmo quando está verde. Devido à alta flexibilidade e resistência à quebra, foi usada tradicionalmente para cabos de ferramentas, raquetes de ténis e tacos de bilhar. É também usada em instrumentos musicais, principalmente guitarras eléctricas e revestimento de móveis de escritório.