Madeira Mineral - Método de Instalação

Madeira mineral - Aplicação

A madeira mineral (WMB) é especialmente adequada para uso na partição de peso leve ou sistema de parede.

Exitem muitas caracteristicas excelentes, que são: à prova de fogo, prova de terramoto, durável, à prova de som, economizador energia elétrica, protecção ambiental, saúde, segurança, etc, pode ser usada para paredes interiores, paredes exteriores, sala de electricidade / mecânica, decoração de aço coluna ou viga.
 
Paredes Interiores
 

Paredes Exteriores
 
 


Coberturas
 
 
 
 

Madeira Mineral - WMB - Wood Mineralized Board

INTRODUÇÃO
O material derivado essencialmete do abeto, após o abate, o corte, então é mineralizado. (Recorrendo depois a processos especiais, juntamente com aditivo pode eliminar a madeira natural e transforma-la no material, minério pretendido).

Também mexe com cimento, e pressione-o através do modo de fazê-lo de acordo com a sua função, à prova de fogo, resistentes a ácido, anti-corrosivo, sem alteração de tamanho, resistente à humidade, baixa condutibilidade do calor, isolamento acustico, uma espécie de material eterno.

O abeto cresce rapidamente, com facilidade de obtenção, na verdade, pertence a uma plantação feita pelo homem que foi incentivada e dispostos a ser plantada pelo governo. (Para este tipo floresta não é proibido o abate e trituração da madeira), levará apenas 15 anos de após a plantação para crescer e poder ser utilizado.

Podem ser plantadas para crescimento para combinar com o conceito defendido no mundo de "Construção verde". Apenas uma pequena parte do borne, após o corte, pode ser reutilizado como enchimento de betão leve para alcançar a meta de zero resíduos.


Caracteristicas
Resistência ao Fogo
Acima de 2 horas de teste de fogo é aprovado para parede com sistema resistente à combustão de grau 2 sem a libertação de gás tóxico.

Durabilidade
Após o processamento químico, juntamente com aditivo pode ser eliminado a natureza da madeira e tornar-se o material minério pretendido. O cimento também é derivado do mineral, portanto, ambos são mesma natureza. Portanto, não precisa de se preocupar com problemas como mudar a forma, não importa qual o ambiente, quente ou frio ou ainda húmido.

Alta Resistência
Força de compressão 10 kgf/cm2, Max.
Carga de resistência à flexão estática 62 kgf e máx. carga de 195 kg

Isolamento térmico
Com elevada resistência térmica, é aprovado como o melhor material de isolamento térmico, reduzindo o custo da electricidade para o ar-condicionado ou aquecedor.

Controlo da Expansão de Fogo
Passado 2 horas de fogo os testes de controlo de expansão, com o seu super baixo módulo de condutividade térmica e elevado coeficiente de calor, podem ser eficazes para controlar o fogo e impedir a expansão para outras áreas, diminuindo os danos.

Absorção acústica
De acordo com a norma ASTM C423 (CNS A3165) de ensaio, o resultado do NRC é ≥ 0,6. Foi aprovada por ser o melhor material de construção capaz de absorver o som, rebaixa o ruído.

Versátil
Pode facilmente unir as placas ou alterar quaisquer tamanhos de acordo com a actual situação no local da construção. A sua capacidade de manobra é tão elevada como a madeira por meio de métodos de trabalho. A parede pode receber acabamentos como argamassa de cimento ou aplicação livre de qualquer tipo de materiais de revestimento adesivo para decoração.

Poupança de tempo e mão-de-obra
Leva um tempo muito curto de preparação do material para montar no local de trabalho, pode encurtar o período de construção, reduzir taxa de administração e reduzir os encargos com juros bancários. Cada trabalhador por dia pode finalizar 30 m² de placa, mas apenas 8 m² relativamente ao tijolo.

Resistência a vibrações terrestres
A placa é composta por peças de madeira irregular mineralizado com características de tenacidade forte e anti-resistência, pode evitar que pessoas sejam prejudicados pelo fendimento da parede e queda provocada por um choque forte.

Leve
Reduz o consumo de barras de aço, logo, reduz o custo. A parede interna é de 90 kg / m², a parede exterior é de 130 kg/m2, parede de tijolos é de 240 kg/m2, parede RC é de 300 kg/m2.

Espaço ocupado
Estenda o espaço mais 4% que parede de tijolos tradicionais. A espessura da parede de madeira mineralizada é de 9 cm, enquanto que a parede de tijolo após o término é de 15 cm.

Estilo Vivo e versátil
Combina com qualquer material de estrutura; atendendo aos requisitos de qualquer edifício de estilo. Como: estilo chinese pagoda, coberturas redondas, copa ... etc


Composito Madeira-Cimento - Descrição e Vantagens

Descrição


O PAINEL MADEIRA-CIMENTO é um painel composto de miolo de madeira maciça, laminada ou sarrafeada, contraplacado em ambas as faces por lâminas de madeira.

O painel é produzido por um processo especial de prensagem dos componentes a alta temperatura, de que resulta um produto de características técnicas de comprovada qualidade e resistência.

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O aspecto exterior final é de cimento aparente com uma superfície lisa e homogénea, pelo que aceita qualquer tipo de acabamento. O miolo poderá ser fornecido já furado para permitir a passagem da cablagem de instalações eléctricas.

Vantagens

O PAINEL MADEIRA-CIMENTO foi desenvolvido para dar resposta às principais necessidades da construção civil, assegurando, para além da rapidez, economia e alto desempenho técnico, muitas outras vantagens:

. produto acabado;

. não gera entulho;

. montagem simples, sem equipamentos especiais;

. área mínima de armazenagem;

. facilidade de transporte;

. facilidade de maquinação;

. leve;

. limpo e seco;

. bom comportamento ao fogo;

. bom isolamento acústico;

. bom isolamento térmico;

. estanque à água;

. resistente ao impacto;

. resistente ao vandalismo;

. resistente à compressão axial;

. estrutural;




. optimizador de espaços;

. facilidade de manutenção e higienização;

. removível e reutilizável;

. combinável com outros materiais.

Composito Madeira-Cimento - Processo de Fabrico

O processo de fabrico começa por um destroçamento da madeira em aparas finas e longas, em que estas são misturadas com o cimento nas seguintes proporções (em peso):


Partículas de madeira resinosa descascada - ≈20,7%

Cimento Portland - ≈66,7%

Compostos químicos - ≈1,9%

Água (varia em função da humidade contida na madeira) ≈10,7%

Estes valores podem variar em função da % de humidade contida na madeira.

Esta mistura é distribuída sobre chapas metálicas de modo a se obter um colchão constituído por aparas finas na superfície e aparas mais grossas no interior.
 
As chapas, com os seus colchões., são empilhadas dentro de um quadro de estabilização, que é encaminhado para uma prensa onde, depois de comprimido, é bloqueado mecanicamente.
 
Este quadro passa para um túnel de endurecimento onde permanece durante algum tempo a uma temperatura elevada.

Após o endurecimento, o quadro é desbloqueado, sendo as chapas e placas separadas.

Os painéis são então empilhados, ficando assim durante alguns dias para permitir uma presa definitiva do cimento. De seguida passam por um túnel de secagem.

Durante o processo o produto passa por um esquadriamento e controlo de qualidade.

Consoante a aplicação o painel pode ser cortado, lixado, pintado com primário ou ser trabalhado nas arestas para produção de encaixes.


Composito Madeira-Cimento - Em que consiste?

O painel de cimento-madeira surgiu na Europa, como elemento construtivo, no final dos anos setenta do século XX. Os painéis cimento-madeira têm tido boa aceitação no mundo, pois busca-se através dessa mistura reunir propriedades desejáveis da madeira e do cimento. Os painéis de cimento-madeira possuem uma longa história de aplicação e aceitação no sector de construção civil, principalmente na Europa e Ásia, com uma produção de 2,5 milhões de m3 em 1996. A produção em larga escala de placas madeira-cimento, surgiu em 1976 na Alemanha e actualmente estes painéis são bastante utilizados além da Alemanha, no Japão, na Rússia, dentre outros. Possivelmente, este quadro já se tenha modificado uma vez que nas últimas décadas ocorreu uma expansão da produção de placas de fibro-cimento (Wood fibre cement) nos Estados Unidos e de placas de cimento-madeira (Cement-bonded particleboard) no México.

As razões que levaram a uma boa aceitação, entre outros fatores, devem-se às propriedades apresentadas, tais como: resistência ao ataque de fungos e insectos xilófagos, bom isolante térmico e acústico, virtualmente incombustível e de fácil utilização.

O uso de resinas sintéticas, como a fenol-formaldeído, tem o seu uso limitado devido, principalmente, à sua durabilidade e a uma alta combustibilidade, além do que, são produtos derivados do petróleo, o que contribuem para um aumento dos custos. Estes factores contribuem para que a utilização dos painéis de cimento-madeira, ganhem uma posição de destaque entre os produtos florestais. Porém algumas limitações, como a incompatibilidade de várias espécies podem, de certa forma, restringir o emprego desses painéis. Isto ocorre devido a presença de algumas substâncias químicas da madeira que retardam a adesão e endurecimento do compósito, prejudicando as propriedades finais da placa. Apesar desta adversidade, várias pesquisas, ainda poucas realizadas, têm mostrado que tratamentos adequados são capazes de tornar essas espécies aceitáveis, minimizando assim seus efeitos inibidores.

O emprego destas placas é promissor, considerando a possibilidade e a necessidade de melhor utilização dos resíduos gerados tanto na exploração florestal, bem como no processamento industrial, onde estes ainda são altamente desprezados. Esta prática, resultaria por aumentar o valor agregado da madeira, minimizaria os depósitos de resíduos, e criaria a possibilidade de instalação de novas empresas gerando receitas e novos empregos.

As linhas de produção industrial dos painéis de cimento-madeira podem ser adequadas às necessidades da qual um determinado produto possa exigir, podendo-se implementar sistemas de módulos pré-fabricados. Desta maneira, processos de construções simples podem ser desenvolvidos, resultando em maior produtividade da construção, podendo viabilizar a implementação de projectos de interesse social na construção de escolas, postos de saúde, casas populares, construções rurais.



O termo compósito pode ser definido como um material composto por dois ou mais constituintes, que possui uma fase reforçada, como por exemplo os painéis de cimento-madeira em que as partículas de madeira estão envolvidas por uma fase ligante, o cimento. A vantagem desse compósito está na resistência e na dureza relativamente maiores que a dos materiais separados, além de sua baixa densidade.

No compósito, na fase ligante, o cimento transmite o esforço entre as partículas de madeira, mantendo-as protegidas do meio e permitindo sua orientação apropriada. Por sua vez, a madeira, além de aumentar a resistência à tracção, contribui para redução da densidade e do custo.

Os compósitos de madeira-cimento apresentam vantagens, como a sua baixa densidade quando comparada à do betão, o seu melhor desempenho para resistir às intempéries, ao fogo, aos fungos e aos ataques de insectos, neste caso em relação à madeira. Alguns autores sugerem que podem até substituir o tijolo e o betão em determinadas situações.

Outro aspecto importante a ser considerado é a proporção cimento-madeira do compósito. Quantidades maiores de cimento elevam o custo final e uma maior proporção de madeira na mistura tem a vantagem de reduzir a densidade do painel.

As reacções que tornam o cimento um elemento ligante ocorrem na pasta de água e cimento, na qual os aluminatos e silicatos formam produtos hidratados, que com o passar do tempo dão origem a uma massa firme e resistente. As características físicas e químicas da madeira são aspectos fundamentais que têm grande influência no produto final, sobretudo porque nem todas as espécies reagem favoravelmente com o cimento Portland, devido ao tipo e à quantidade de extractivos presentes na madeira.

A densidade da madeira deve ser de média a baixa, para assegurar a razão de compactação da placa dentro de níveis adequados para a densificação e consolidação do material.

As dimensões das partículas exercem influência marcante sobre as propriedades das chapas, sobretudo quando se referem à flexão. As dimensões adequadas das partículas no processo industrial devem estar entre 2 e 20 mm de comprimento, 0,2 e 2,5 mm de largura e 0,3 e 0,9 mm de espessura. Outro factor no qual o tamanho da partícula exerce influência é o consumo de cimento, pois quanto maior a superfície específica das partículas maior deve ser a quantidade de pasta de cimento para envolvê-las e, consequentemente, maior a quantidade de água necessária para a formação dessa pasta.

Espécies de Madeira - Faia

Nome: Faia (P); Haya Europeia(E); European Beech, Common Beech
Nome científico: Fagus grandifolia, Fagus sylvatica L.
Nome Comercial: (I); Hêtre Commun, Fau, Fayard, Fay, Feuteau (Fr)
Outros nomes e Espécies Afins: American Beech
Família: Fagaceae

Disponibilidade: Massas florestais estáveis, a produção e importação são consideradas importantes.

Não sendo uma espécie autóctone em Portugal, a Faia é uma das espécies arbóreas mais interessantes das florestas europeias, do ponto de vista ecológico e económico. É um dos quatro pilares do ano solar Celta.


A família das fagáceas (Fagus) compreende dez espécies no hemisfério Norte.
A faia (Fagus sylvatica), a árvore mais comum nas florestas da Europa Central, atinge 25 a 45 metros de altura. Cresce em florestas húmidas, de solo rico em nutrientes, e tolera bem a sombra. Vive cerca de 600 anos, mas em geral começa a sofrer de apodrecimento aos 150-200 anos. Em muitas regiões da Europa é uma espécie comercial importante. A sua madeira é dura, o que a torna ideal para cabos de ferramentas, equipamento desportivo, marcenaria, decoração de interiores, tábuas para soalho e parquet, além de instrumentos musicais, em especial pianos e órgãos. É também uma excelente lenha.



DESCRIÇÃO DA MADEIRA
Faia Europeia

O borne não se diferencia do cerne. O cerne é de um castanho muito pálido, podendo ir até castanho avermelhado claro, ou amarelo dourado.
Na secção tangencial são facilmente visíveis os raios lenhosos distribuídos de forma irregular. Os anéis de crescimento estão regularmente diferenciados.
O fio da madeira é recto, no entanto nas árvores de grandes diâmetros as fibras podem apresentar-se ligeiramente torcidas.
O grão é fino, com uma textura suave.

Faia Americana
O borne da faia americana é branco com matiz avermelhada, enquanto que o cerne tem uma cor marrom avermelhada com tonalidades claras e escuras. A faia americana tende a ser um pouco mais escura e menos consistente que a faia européia. Geralmente, esta madeira possuir uma nervura reta com uma textura fechada e uniforme.

Propriedades Físicas:
Faia Europeia



Densidade / Massa Volúmica (12% H): 690-710-750 Kg/m3
Coeficientes de Retracção: 
Volumétrica 18,6-24,6 %
Tangencial 12,0-15,0% 
Radial 5,0-8,0 %



Faia Americana
A madeira da faia americana está classificada como pesada, dura, forte, altamente resistente aos impactos e muito adequada para a curvatura à vapor.

Massa volumica: 721 kg/m3
Retracção volumétrica média: 13%
Módulo de elasticidade: 11.859 MPa
Dureza: 5782 N

PROPRIEDADES MECÂNICAS

Flexão Estática 90-166 N/mm2
Flexão Dinâmica 4,4-8,8-12,0 J/cm2
Compressão Axial 52-64 N/mm2
Compressão Perpendicular 12 N/mm2
Módulo de Elasticidade 12300-16400 N/mm2
Força de Corte 7,7-10 N/mm2


DURABILIDADE NATURAL E IMPREGNABILIDADE (NP EN 350 - 2 de 2000)


Fungos Classe 5 – Não durável
Insectos Classe S – Susceptível
Térmitas Classe S – Susceptível
Impregnabilidade Classe 1 – Facilmente Impregnável

Está classificada como não resistente à decomposição do cerne e como suscetível ao ataque de coleópteros comuns da mobília e de outros tipos de vermes mas é permeável ao tratamento com preservativos.

Disponibilidade:
EUA: em sua maioria, limitada a baixas classificações.
Exportação: muito limitada devido a baixa procura e a ampla disponibilidade da faia européia.

CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS
Faia Europeia
Madeira semi-dura. O principal problema da serragem reside no “carácter nervoso” da madeira, para o qual se recomenda que se vire o toro as vezes necessárias, por forma a que se libertem as tensões internas da forma simétrica. A secagem é difícil já que esta madeira apresenta uma tendência forte a torcer e abrir, com a consequente formação de fendas. Possui aptidão para a produção de folha por desenrolamento e corte plano, bem como para o curvamento. A colagem e o acabamento não apresentam problemas, sendo recomendada a pré-furagem para se evitar o aparecimento de fendas.

Faia Americana
A faia americana não oferece dificuldade alguma para as ferramentas manuais ou para o maquinário. Conta com boas propriedades de fixação com pregos e de colagem. Pode ser pintada e polida para atingir um bom acabamento. Seca rápido, embora tenha muita tendência a entortar, separar-se e apresentar gretas superficiais. É propensa a encolher muito e a uma variação moderada no rendimento final.

APLICAÇÕES

Brinquedos; Mobiliário; Folheados; Artigos de desenho; Tornearia; Carpintaria de interior; Cabos e ferramentas de cutelaria; Soalhos; Formas para sapatos; Instrumentos musicais; portas, assoalho, marcenaria interna, painéis, cabos para escovas e brochas, além de torneados. É particularmente adequada para caixas de alimentos porque não tem cheiro nem sabor.


OBSERVAÇÕES

Madeira que recebe bem as tintas e vernizes à superfície. Deve eliminar-se a madeira vermelha, procurando a utilização de madeiras brancas, de grão fino e meias duras. Quando muito seca é difícil de serrar. O seu ponto de saturação das fibras situa-se por volta dos 32%.

Espécies de Madeira - Mogno

Mogno - Brasileiro

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Meliaceae
Género: Swietenia
Espécie: S. macrophylla

Nome binomial : Swietenia macrophylla

O mogno ou mogno-brasileiro (Swietenia macrophylla) é uma árvore nativa da Amazônia, mais comum no sul do Pará. O termo mogno foi utilizado, primeiramente, para referir-se à madeira de Swietenia mahagoni e, mais tarde, para a madeira da espécie Swietenia macrophylla.

O termo é ainda muito usado para se referir ao género africano Khaya (aparentado ao género Swietenia), sendo conhecido como mogno-africano) e ao género Entandophragma. Todos estes géneros são nativos das florestas equatoriais. Outros nomes populares: aguano, araputanga, cedro-i.


Características

Altura de 25 a 30 m, com tronco de 50-80 cm de diâmetro.
As folhas compostas têm 8 a 10 folíolos, com 8 a 15 cm de comprimento.


Estado de conservação

Actualmente, todas as espécies do género Swietenia estão listadas pela CITES como espécies protegidas.

A extração clandestina do mogno é um importante fator de devastação da floresta amazónica, dado o valor e a demanda pela sua madeira. Actualmente tem o corte proibido no Brasil, e a tendência de longo prazo é que seja substituído o comércio por outras essências, notadamente as que podem ser plantadas, se considerarmos que o corte ilegal e predatório perderá atratividade junto aos consumidores de altíssima renda que consomem madeira de lei. Como o mogno ocorre isolado no interior da floresta, sua derrubada e arraste leva à destruição de até mais 30 árvores próximas.

O mogno é simplesmente a madeira tropical mais valiosa do planeta. Estável e fácil de trabalhar, a madeira foi intensivamente usada principalmente na construção naval e para o fabrico de mobiliário de luxo e instrumentos musicais. Em 2005, um metro cúbico da madeira serrada de qualidade superior (chamado de FAS, do inglês first and seconds) era cotado em mais de US$ 1.600 por metro cúbico, cotação de valor pouco diferente em euros. Apenas para fins de comparação, outras espécies nobres, como ipê, cedro, entre outras; raramente obtêm preços acima de US$ 1.000 por metro cúbico. O mogno começou a ser explorado na Amazônia logo no início da construção das estradas, na década de 1970. Estima-se que, nos 30 anos seguintes, 12,6 milhões de metros cúbicos de mogno tenham sido extraídos das florestas da Amazônia Brasileira. Mais de 70% desta produção, segundo os autores, foi exportada para a Inglaterra e Estados Unidos, o que teria gerado uma renda bruta de quase US$ 4 bilhões. Devido ao seu imenso valor, o mogno serviu durante muitas décadas como um catalisador da expansão da exploração madeireira. Em algumas regiões, como o sul do Pará, estradas eram economicamente viáveis de ser construídas para a extracção de mogno por até 500 km a partir das serrarias. Após a extração, tais estradas eram então novamente utilizadas para a extração de outras espécies que, por si só, não justificariam tais investimentos em infra-estrutura.

O mogno ocorre naturalmente em várias partes da América Central e na América do Sul. No Brasil, distribui-se ao longo de um amplo arco de 1,5 milhão de km2 que se estende do centro-oeste ao leste da Amazônia, cobrindo a totalidade dos estados do Acre e Rondônia, a porção sul do estado do Amazonas, norte de Mato Grosso e centro-sul do Pará. Porém, após quase 40 anos de exploração predatória, grande parte dos estoques naturais maduros da espécie encontram-se exauridos. Além disso, a espécie apresenta grande vulnerabilidade ecológica. O mogno possui baixa taxa de regeneração em florestas exploradas, o que diminui a sustentabilidade da exploração. Alguns autores sugerem que a espécie pode regenerar bem apenas sob grandes distúrbios, como grandes clareiras. Além disso, a espécie não pode ser plantada em larga escala devido ao aparecimento de uma lagarta, a Hypsipyla grandella, que dizima tais plantações.

Várias medidas têm sido tomadas pelos governos e sociedade internacional para proteger o mogno. Em 2001, governos incluiram a espécie no SCM, ou Sistema de Contingencia de Madeira, impondo uma cota máxima de exportações da espécie. Em 2002, a espécie foi incluída no Anexo II da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), o que implica em um controle mais rigoroso e monitorizado sobre o comércio de manejo da espécie. Em agosto de 2003, foram estabelecidas regras específicas, mais rigorosas do que as vigentes para outras espécies, para a exploração do mogno. Em fevereiro de 2008, havia na Amazónia Brasileira apenas um plano de manejo de mogno autorizado para exploração.
 
 
Mogno Africano
Nome Comercial: Mogno Africano (P); Caoba Africana, Samanguila (E); African Mahogany, Red Khaya, Grand Bassam Mahogany (I); N´gollon, Acajou Grand Bassam, Acajou d´Afrique (Fr).

Nome Científico: Khaya spp., Klainei Pierre
Família: Meliaceae
Proveniência: África Tropical (Ocidental).
Disponibilidade: Massas florestais, produção e exportação estáveis.


O mogno africano (Khaya ivorensis), tem sido indicado para plantio em função de seu bom desenvolvimento e produção de uma bela e valorosa madeira, desejada tanto no Brasil quanto no exterior. Ao contrário do mogno brasileiro (Swietenia macrophylla), não tem sofrido ataque de broca do ponteiro (Hyipsipyla grandella) e geralmente tem demonstrado maior desenvolvimento nos testes comparativos.

A madeira do mogno  tornou-se um artigo de luxo, lembrando a própria escassez da árvores nativas bem como das fortes restrições legais ao seu corte na sua condição natural em áreas remanescentes, tanto no Brasil quanto em outros países da Ásia e África, sendo necessário o seu plantio em escala comercial para atender esta demanda, que por sua vez aumenta, em função do aumento de renda em países em desenvolvimento na América, Ásia e Europa, além da queda do conceito de “insensibilidade ambiental” no uso de madeiras pela sociedade, o que causaria um “prejuízo à natureza”, já que foram historicamente extraídas de matas nativas. Hoje, existem os cultivos racionais e responsáveis e a consciência de que o uso de madeira ao invés de outros produtos industrializados, permite maior eficiência ecológica, menor dispêndio energético, além da fixação de carbono da atmosfera, reduzindo o comprovado efeito estufa.


 
DESCRIÇÃO DA MADEIRA


O borne é bastante distinto mas por vezes mal delineado, possui uma dimensão média de 3 a 7 cm; cor branco creme.
O cerne é castanho rosado, às vezes vermelho ou vermelho acastanhado que se escurece a castanho-escuro por vezes dourado.
O fio é recto, por vezes espiralado.
O grão é médio.


CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS
Madeira branda. A serragem é fácil de executar e, a madeira sujeita a tensões internas “relaxa” durante a serragem. A secagem é rápida, aptresentando um ligeiro risco de aparecimento de empenos e pequenas fendas. Apresenta boa aptidão para a produção de folha por desenrolamento ou corte plano, à excepção da K. grandifoliola. A mecanização é difícil devido à presença de fio revesso (pelo). A colagem e aparafusamento não apresentam problemas. O acabamento requer sempre a aplicação de tapa-poros.


PROPRIEDADES FÍSICAS

Densidade / Massa Volúmica (12% H): 490-520-530 Kg/m3
Coeficientes de Retracção:
Volumétrica (-)
Tangencial 5,5-5,8% 
Radial 3,7-3,8%
PROPRIEDADES MECÂNICAS


Flexão Estática 71-102 N/mm2
Flexão Dinâmica 3,1-4,5 J/cm2
Compressão Axial 41-55 N/mm2
Compressão Perpendicular (-)
Módulo de Elasticidade 9000-9800 N/mm2
Força de Corte 7,5-8,5 N/mm2

DURABILIDADE NATURAL E IMPREGNABILIDADE (NP EN 350 - 2 de 2000)


Fungos Classe 3 – Moderadamente durável
Insectos Classe D – Durável
Térmitas Classe S – Susceptível
Impregnabilidade Classe 2 – Medianamente Impregnável

Aplicações

Mobiliário maciço;
Folheado;
Contraplacado;
Roda-pés e molduras;
Construção naval;
Paineis;
Pisos;
Marcenaria de interior e exterior;
Revestimento exterior; Embarcações leves;
Artesanato.

Mogno (Swietenia macrophylla) A madeira é muito usada e apreciada na produção de móveis pela facilidade com que é trabalhada, pela sua estabilidade e duração, além do seu aspecto, castanho-avermelhado brilhante, depois de polida; e também na produção de guitarras pelo seu ótimo timbre e ressonância sonora.


Utilizado em movelaria fina, na construção civil, em revestimentos internos e decorativos.

Os descartes de serragem podem ser utilizados no fabrico de contraplacado ou como fonte energética.


OBSERVAÇÕES
Nas superfícies radiais, em material com fio revesso, exige-se, porém, certos cuidados pela tendência de arrepelamentos das fibras à passagem da plaina. Nestes casos, o ângulo de corte nunca deve ser superior a 15º. A madeira pode apresentar coração brando. O pó originado pelo seu manuseamento pode originar irritação das mucosas. Por vezes os vasos encontram-se cheios de extractáveis (depósitos) negros. Os anéis de crescimento estão usualmente ausentes, contrariamente ao que sucede com o verdadeiro Mogno Swietenia spp. Pode ser pregada ou aparafusada e, recebe com facilidade as tintas e vernizes.

Espécies de madeira - Castanho

Castanheiro (Castanea sativa Miller)
Português – Castanheiro, castanheiro-europeu, castanheiro-bravo

Inglês – Sweet chestnut, European chestnut
Francês – Châtaignier, castagnié
Castelhano – Castaño común
Italiano – Castagno

O Castanheiro é uma angiospérmica dicotiledónea, da família das Fagáceas (família a que pertencem os carvalhos). Das várias espécies do género Castanea, a que ocorre no nosso país é a C. sativa Miller, o comum castanheiro. Podem ser encontradas outras espécies como ornamentais, sem utilização produtiva. Na Europa este castanheiro ocorre principalmente a Sul (Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia) podendo também ser encontrado mais a Norte (Reino Unido e Alemanha).


Árvore de folha caduca, de grande porte, podendo atingir 20-30 metros de altura, de copa semi-esférica, ligeiramente alongada, sendo uma das árvores mais imponentes dos nossos ecossistemas florestais. O tronco é espesso, liso nos primeiros 10-15 anos, fendilhando de seguida, criando linhas que, com o envelhecimento, fazem o tronco parecer torcido.

As folhas são lanceoladas (em forma de bico de lanças) e dentadas (margem com pequenos dentes), verdes e brilhantes, estando dispostas nos ramos de forma alternada.

Podem chegar a ter 20 cm de comprimento e mais de 5 cm de largura, embora a sua dimensão seja variável. Entre Maio e Junho os amentilhos (cachos de flores amarelas) formam-se junto ao pé das folhas, dando à árvore um aspecto característico. A polinização ocorre pelo vento e por insectos. O fruto de forma cónica mais ou menos achatada desenvolve-se dentro de um invólucro espinhoso, o ouriço. Cada ouriço pode ter até três castanhas. Os ouriços abrem a partir de Outubro, libertando as castanhas.


Prefere climas sub-atlânticos, sem temperaturas inferiores aos 15º negativos, entre os 400 a 1000 metros de altitude em solos ligeiramente ácidos. No entanto adapta-se a diversos tipos de estações, razão pela qual poder ser encontrado em muitas regiões com climas tão diferentes. Prefere zonas ensolaradas, e depois de estabelecida tem alguma resistência à secura.


Pode aparecer em povoamentos monoespecíficos (soutos ou castinçais, dependendo do objectivo da produção, fruto ou madeira, respectivamente), ou juntamente com carvalhos, como o carvalho negral, Quercus pyrenaica ou com o carvalho-roble, Q. robur, embora esta espécie não ocorra, em dimensão significativa, em formações naturais no nosso país. A vegetação herbácea cresce espontaneamente por debaixo da copa dos castanheiros, contribuindo desta forma para o fomento da biodiversidade (Biodiversidade em Zonas Florestais). Devido à produção da castanha, fruto comestível, são muitos os vertebrados que as procuram, como o coelho (Oryctolagus cuniculus), o javali (Sus scrofa), pequenos mamíferos e os cervídeos, entre outros.

Castanho


Nome Comercial: Castanheiro, Castanho (P); Castaño (E); Sweet Chestnut, European Chestnut (I); Châtaigner (Fr).
Nome Científico: Castanea sativa Mill.
Família: Fagaceae
Proveniência: Encontra-se na orla Mediterrânica da Europa e Ásia.
Disponibilidade: A produção e exportações são consideradas estáveis.
Preco: Baixo-Médio

DESCRIÇÃO DA MADEIRA


O borne é distinto, de cor branco amarelado.
O cerne, excepcionalmente abundante é de cor castanha escura, apresentando-se ocasionalmente com uma coloração rosada de contorno regular e definido.
O fio da madeira é direito, ocasionalmente pode apresentar-se ondulado.
O grão é médio.

CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS

Madeira branda. A serragem não apresenta dificuldades particulares, sendo considerada bastante fácil de executar. Apresenta elevada aptidão para a produção de folha, por corte plano. É de secagem lenta e, está frequentemente sujeita à ocorrência de colapso e fendas internas. A colagem o acabamento e a mecanização não apresenta problemas, sendo sempre aconselhável a aplicação de tapa-poros.

PROPRIEDADES FÍSICAS


Densidade / Massa Volúmica (12% H): 540-590-650 Kg / m3
Coeficientes de Retracção:
Volumétrica 8,2-11,9 %
Tangencial 4,9-6,6 %
Radial 3,2-4,3 %


PROPRIEDADES MECÂNICAS

Flexão Estática 63-79 N/mm2
Flexão Dinâmica 5,5-5,9 J/cm2
Compressão Axial 40-52 N/mm2
Compressão Perpendicular 7,8 N/mm2
Módulo de Elasticidade 8200-12600 N/mm2
Força de Corte 7,8-9,3 N/mm2


DURABILIDADE NATURAL E IMPREGNABILIDADE (NP EN 350 - 2 de 2000)


Fungos Classe 2 – Durável
Insectos Classe S – Susceptível
Térmitas Classe M – Medianamente Durável
Impregnabilidade Classe 4 – Não impregnável


APLICAÇÕES


Mobiliário; Carpintaria de interior decorativa; Carpintaria de exterior; Tanoaria de envelhecimento; Construção naval; Postes; Pasta de papel; Cestaria ou caixotaria; Pavimentos; Vigamentos; Contraplacados; Carroçaria de luxo; Lamelados colados.


OBSERVAÇÕES

Madeira de estabilidade média. Quando em situações de elevada humidade da madeira pode provocar dermatites. Apresenta elevada susceptibilidade As manchas de ferro em meio húmido (proteger pregos e parafusos contra a corrosão). Apresenta tendências para fender nas extremidades à pregagem e aparafusagem (furo prévio). Os anéis de crescimento estão perfeitamente diferenciáveis, muito evidentes pelos poros do lenho de Primavera, conferindo à madeira um vistoso desenho. O ponto ou zona de saturação das fibras está próximo dos 30% de humidade. Possuí odor a tanino e podfe apresentar manchas taninosas.

Colocação de Contraplacado - Diferentes formas

COLOCAÇÃO POR COLAGEM


As placas ou painéis podem ser directamente colocados sobre a parede por meio de colas de neoprene ou borracha natural. Este sistema permite obter uma superfície lisa sem marcas de pregos, sempre que o suporte seja plano, não tenha manchas de humidade e se apresente com o acabamento cuidado. A natureza do suporte deve ser compatível com a cola utilizada, pelo que é aconselhável seguir as indicações do fabricante.

Com frequência, torna-se necessário realizar uma aplicação prévia de cola nas superfícies que vão contactar.
Para esse efeito, aplica-se com um rolo, no paramento a revestir e na contraface do painel, a cola diluída no seu dissolvente numa percentagem de 30%. Decorrido o tempo de secagem, ou seja, quando os dissolventes contidos na cola se evaporarem, aplica-se cola novamente no suporte e no painel, sem desta vez utilizar diluente.

Coloca-se, então, o painel na posição exacta e martela-se toda a sua superfície a fim de se obter uma completa aderência. Para evitar que a face do painel se deteriore interpõe-se um pedaço de madeira entre aquele e o martelo.

COLOCAÇÃO POR PREGAGEM

Neste processo de colocação é necessário preparar uma armação de madeira e fixá-la à parede para receber o painel de revestimento. A armação é composta por pequenas fasquias desecção variável (40 x 15 mm ou 50 x 25 mm), presas verticalmente à parede e distanciadas entre si 40 a 50 cm, sendo conveniente aplicar transversalmente peças de madeira com a mesma secção de forma a constituir uma grade. Sobre esta estrutura prega-se o contraplacado, podendo o espaço entre as fasquias ficar vazio para permitir a circulação do ar, ou ser preenchido com material isolante. No primeiro caso aconselha-se a praticar furos ou rasgos nas réguas para que se garanta o arejamento interior.

Os painéis de contraplacado tradicionais podem receber qualquer tipo de acabamento.
Depois de bem acabados, é possível pintá-los, encerá-los, atapetá-los ou envernizá-los, utilizando as mesmas técnicas aplicadas a qualquer outro tipo de madeira. Os painéis de alta qualidade, revestidos com folhas de madeira ricas de desenho e cor, destinados para decorações murais, são adquiridos inteiramente acabados, em geral.

Dependendo portanto do tipo de colagem e da espécie da folha de madeira, o contraplacado pode ser utilizado em condições interiores secas ou exteriores húmidas. O contraplacado é, assim, a escolha adequada para um sem número de aplicações, da indústria à arquitectura e construção. Os produtos acabados incluem elementos de carpintaria, mobiliário, pavimentos para comboios e autocarros, revestimento exterior, cofragem, acabamentos, aplicações em edifícios públicos com exigências de resistência ao fogo e, na generalidade, todo o tipo de aplicações de painéis em interior ou exterior. Quando revestido com folha de madeira ou outras superfícies decorativas é muito utilizado na indústria de caravanas. Produzido com resinas especiais é um produto aconselhado para a construção naval.

Ford pretende utilizar madeira líquida na produção automóvel

O Centro Europeu de Investigação da Ford, em Aachen, na Alemanha, está a estudar o uso de madeira líquida na produção automóvel.

Como parte do seu comprometimento com vista à utilização de matérias-primas renováveis na produção de componentes para a indústria automóvel, o Centro Europeu de Investigação da Ford de Aachen, na Alemanha, encontra-se a trabalhar num processo inovador que visa utilizar um novo composto de madeira plástica (WPC – wood plastic compound), genericamente conhecido como madeira líquida.


A investigação relacionada com este novo material está inserida num projecto a três anos iniciado em Maio último e recorre a financiamento público, no âmbito do programa tecnológico e de inovação da região alemã do Reno Norte/Westphalia.

O processamento para obtenção de madeira líquida é derivado do que permite a extracção do composto da borracha. O composto de madeira e plástico previne a absorção de água e, como tal, aumenta a durabilidade deste material. O recurso a madeira não tratada e a resíduos desta substância torna a sua aplicação extremamente atractiva em termos de gestão ambiental.

Outra vantagem traduz-se no facto da tecnologia do seu processamento aumentar significativamente a estanquicidade dos processos de selagem das fibras de madeira, permitindo, por exemplo, o isolamento de odores desagradáveis. Por essa razão, a madeira líquida pode também ser usada na concepção de determinadas peças do interior dos veículos ou ainda no compartimento do motor.

Análises já realizadas demonstram que a madeira líquida tem uma excelente taxa de reciclagem dado que o material pode ser transformado até um máximo de cinco vezes. Por essa razão, o peso do CO2 inerente ao processo é quase neutro.

Até à data, a madeira líquida apenas tem sido utilizada na construção de painéis de isolamento exterior de casas, os quais não obrigam a processos de moldagem. Isto é importante dado que a viscosidade de um material condiciona o seu grau de moldagem.

O projecto tem como objectivo aumentar o volume de materiais de origem natural no desenvolvimento de novos modelos.

Post forming - Manual de Aplicação Linear



Bases indicadas (substratos)

  • Madeira industrializada (aglomerado, compensado ou MDF)
  • Superfície metálica
Preparação da base
Siga os seguintes passos para uma melhor preparação da base escolhida:

Corte a madeira usando a serra adequada.
Faça a mauinação da peça com auxílio de uma tupia e as fresas adequadas para o raio desejado.
Lixe as bordas maquinadas a fim de evitar fendas durante a moldagem.
Para aplicação do Postforming, a superfície da base (incluindo a borda) deve estar bem lixada (uniforme), sem empenos, isenta de humidade, poeiras, óleos ou outros agentes isolantes.
No caso de superfície metálica, é necessário remover qualquer resíduo de tinta ou ferrugem utilizando solvente e lixando a superfície metálica.

Preparação da aplicação do Postforming

Para evitar transtornos de última hora na sua linha de produção, recomendamos alguns procedimentos antes de iniciar a aplicação do Postforming:

Ao receber o laminado, verifique se o mesmo contém a identificação ou no verso da placa.
Observe se a cor recebida confere com o seu pedido.
Para isso, consulte nosso mostruário e confirme a cor através do código de cores contido no mostruário, comparando-o com o impresso no verso da chapa.
Exemplo: Branco 100, Marfim 210 e assim por diante.
Separe por lote ou Ordem de Fabrico (OF), todos os laminados de uma mesma cor. Ex.: As chapas brancas cuja OF é 1234 devem ser testadas e utilizadas separadamente das chapas brancas de OF 5678.

Isso é necessário porque durante o fabrico é possível que alguma variação no processo possa exigir mais ou menos tempo de aquecimento para a moldagem do laminado.
Após separadas as placas por número de OF, deve-se escolher aleatoriamente uma placa de cada OF para realizar os testes de bolhas e de postformagem.
Após confirmadas as verificações acima, dê início à preparação e colagem do laminado nas peças a serem utilizadas.
O tamanho do corte do laminado deve ser ligeiramente maior que a peça usinada a fim de possibilitar um acabamento perfeito após a moldagem (Figura abaixo).

É recomendável que o laminado seja aclimatado ao ambiente onde ocorrerá a postformagem. Para isso, deixe os laminados expostos no local de postformagem por aproximadamente 48 horas, antes do início dos trabalhos.

Colagem

É importante uma boa distribuição da cola na superfície da base (substrato) e no verso do laminado. O usuário deve seguir a recomendação do fabricante da cola de sua preferência. No que se refere a quantidade ideal por m a ser distribuída entre as duas superfícies de contacto (laminado e substrato), alguns fabricantes recomendam como valor médio, o uso de 300 a 400 g/m distribuídos entre as duas superfícies de contato. Nas bordas usinadas, aplique uma maior quantidade de cola.

Atenção
Evite o acúmular de cola, ou seja, o espalhamento deve ser uniforme, principalmente nas bordas para que não cause rachaduras no Postforming durante a moldagem.

O tempo de secagem na área reta do substrato e do laminado deve ser o usual (20 a 60 minutos). Na área de moldagem, o tempo de secagem deverá ser de no mínimo 6 e no máximo 12 horas.

Para auxiliar na adesão do Postforming e evitar a formação de bolhas de ar durante a postformagem, use um rolete de borracha ou um sarrafo de madeira com a ponta arredondada e revestida com um tecido macio, pressionando o laminado no sentido do centro para as extremidades da peça.

É recomendado que no ambiente de colagem, a umidade relativa do ar seja de 30 a 80% e a temperatura ambiente superior a 18 C.

Postformagem passo a passo
Definição das curvaturas (convexas ou côncavas) e dos seus raios Os raios mínimos externo (curvatura convexa) ou interno (curvatura côncava) devem ser de 12,7 mm ou 1/2" para o
Postforming com 0,8 mm de espessura. No caso do Postforming de espessura 0,6 mm, estes raios podem ter no mínimo 9,5 mm ou 3/8".

Sentido do lixamento do laminado para postformagem

Para uma maior eficiência na moldagem, recomendamos dobrar o Postforming no sentido da lixagem da chapa de laminado (longitudinal), ou seja, o sentido do lixamento da placa do laminado deve estar paralelo à borda maquinada para a moldagem.


Atenção
Apesar do sentido longitudinal oferecer uma maior segurança de resultado para a postformagem, o que deve determinar o plano de corte do laminado é o maior aproveitamento possível da placa de Postforming.
Moldagem

Ao término do aquecimento, a moldagem do laminado ao substrato deve ocorrer de maneira uniforme e rápida (3 a 6 segundos). O arrefecimento do laminado antes da moldagem ocasionará a rachadura do mesmo.
Atenção
É recomendável que o laminado arrefeça naturalmente em contacto com o molde no tempo de 30 a 60 segundos.
Evite deitar água fria na área moldada, pois o choque térmico ocasionará fendimento no postforming.

Descolamento do Postforming
Caso seja necessário o descolamento do Postforming, proceda da seguinte maneira:
Com o auxílio de uma bisnaga, injecte solvente apropriado no canto da placa do laminado e, com um formão, siga levantando-a cuidadosamente.
Conforme a placa se for se soltando da base, continue injectando solvente até que ela seja removida por completo.
Para reaproveitamento da área plana da placa descolada noutra aplicação, remova todo o resíduo de cola utilizando espátula e solvente. Elimine as áreas anteriormente postformadas e refaça todo o procedimento de colagem.
Para uma nova aplicação sobre a mesma base, remova todo o resíduo de cola utilizando espátula e solvente.
Em seguida refaça todo o procedimento de colagem.