Caroço da Azeitona - Utilização em resinas

Um dia perguntaram-me se sabia em que era utilizado o caroço da azeitona, relativamente aos derivados de madeira. De momento não soube responder, no entanto fiquei curioso. Com alguma pesquisa e tradução de escassas bibliografias, apresento aqui a minha investigação e interpretação.

Começo por dizer que existem empresas fornecedoras de tecnologias industriais inovadoras para a resina e indústrias de painéis de madeira em todos os continentes. Algumas desenvolvem-se com licenças de know-how para a produção de resinas de formaldeído e aditivos de resina resultando no teste e a aplicação dos referidos produtos no fabrico de Aglomerado, MDF, contraplacados, OSB e papéis laminados. A maioria compromete-se a melhorar a construção e operação de unidades produtoras de formaldeído, ureia-formaldeído pré-condensado (UFC), resinas e aditivos de formaldeído.

Petroquímica versus produtos químicos de biomassa
Todas as matérias-primas para as resinas actuais derivam do petróleo ou do gás natural, com uma disponibilidade limitada a longo prazo. Os preços da resina são altamente afectados por flutuações de preços de Petróleo e gás natural.

A utilização de Biomassa como fonte de produtos químicos e energia reduz as emissões de CO2, isto é, o uso de matérias-primas de resinas derivadas de fontes renováveis de biomassa contribui para reduzir a demanda por combustíveis fósseis e promover o desenvolvimento sustentável.

Resinas derivadas de produtos naturais ou subprodutos:
· Taninos
· Lignina
· Celulose
· Extracção / liquefacção de produtos agrícolas e resíduos florestais (líquido da casca da castanha de caju (LCC), madeira liquefeita, gás liquefeito de caroços de azeitona, vinhaça)
· Amido
· Proteínas de soja ()

Compósitos à base de resina furfurílica de álcool-formaldeído ou poli (álcool furfurílico) e caroços de azeitona (prensado e extraído como recebidos de produção industrial) são curados em pequenos cilindros e, em seguida sofrem uma pirólise [[ ruptura da estrutura molecular original de um determinado composto pela acção do calor num ambiente com pouco ou nenhum oxigénio]]. A pirólise é estudada por análise termogravimétrica até 1000 ° C e por FTIR - espectroscopia de compostos iniciais e os seus resíduos de pirólise de até 500 ° C. As áreas de superfície específica dos resíduos de carbono e a sua capacidade de descolorir corantes de azul-de-metileno e amarelo de alizarina são determinadas. Os resultados são interpretados e discutidos sob os aspectos do processo de pirólise e os novos materiais carbonosos produzidos. O uso de caroços de azeitona numa mistura com resinas à base de álcool furfurílico é mais vantajoso (por exemplo, levando a uma maior adsorção [[ a adesão de moléculas de um fluido (o adsorvido) a uma superfície sólida (o adsorvente)]]; dos corantes) que o uso da resina sozinho.

Caroço azeitona
O caroço de azeitona, entre outras sementes, é um importante subproduto gerado na extracção de azeite e das indústrias de azeitona sem caroço. Como material ligno-celulósico, a hemicelulose, celulose e lignina são os principais componentes de caroço de azeitona como fonte de proteínas, gorduras, fenóis, açúcares livres e de composição Polióis.




O principal uso desta biomassa é a combustão, ideal para produzir energia eléctrica ou calor. Outras utilizações, tais como carvão activado, a produção de furfural, plástico cheio, abrasivos e cosméticos entre outros usos potenciais, como biossorventes, alimentos para animais ou à formação de resina, assim citados.




Num resumo da caracterização, as principais utilizações de caroço de azeitona e das sementes são descritos pela primeira vez. Além disso, é discutido o uso potencial deste material com base em cada componente. Desta forma é descrita uma nova abordagem para o caroço de azeitona e de sementes de pré-tratamento com uma explosão de vapor seguida de fraccionamento químico.

Em resumo, segundo a pesquisa que efectuei, o caroço da azeitona é tratado e modificado, química e fisicamente, de forma a criar e extrair compostos que facilitam a fixação e adesão das resinas ureia-formaldeído nos painéis de derivados de madeira, conferindo uma maior estabilidade e rigidez aos mesmos.

“É de notar que este texto pode conter erros de sintaxe ou de conteúdo, uma vez que toda a informação recolhida, foi encontrada em inglês, dispersa por diversos websites, com reduzida informação. As ideias chave foram organizadas segundo as informações opções mais lógicas, de forma a manter o máximo de veracidade e rigor que me foi possível. Caso encontre algo que considere errado, desde que justificado correctamente, adicione em comentário, na hiperligação de comentários abaixo existente.”

Contraplacado - Tipos e Aplicação

CONTRAPLACADOS COMUNS
São contraplacados normais (três folhas) ou múltiplos, compostos por folhas de 1mm a 3mm de espessura, devendo esta em qualquer caso ser uniforme para todas as folhas componentes de uma mesma placa. Existem placas de 3mm a 25mm de espessura, com dimensões que podem variar de 900mm a 1830mm para a largura e de 1220mm a 3100mm para o comprimento, sendo no entanto a dimensão mais frequente 1220 x 2440mm.

Geralmente a sua qualidade é indicada por uma denominação ou simbologia que caracteriza a natureza da cola empregue e, consequentemente, define os tipos de utilização (para interiores ou para exteriores), bem como a espécie de madeira empregue no fabrico, sendo as mais usuais o mogno, a tola, o carvalho, o freixo, a faia e o castanho.

No caso dos contraplacados que se destinam para o interior das habitações, temos o “contraplacado desenrolado” e o “contraplacado decorativo/listado”. O “contraplacado desenrolado” é formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química, sendo as faces em “folha” de madeira desenrolada, designada por “corte contínuo”. O “contraplacado decorativo/listado” é também formado por placas constituídas por folhas cruzadas de madeira natural coladas com resina química, mas as faces são em folha de madeira listada, designada de “corte plano”.

No caso dos contraplacados cuja utilização é para o exterior das habitações, temos essencialmente três tipos de contraplacados: o “contraplacado marítimo”, o “contraplacado marítimo form” e o “contraplacado marítimo desk”.
O primeiro pode definir-se como sendo constituído por folhas cruzadas de madeira natural e, por conseguinte, com as mesmas características do “contraplacado desenrolado”. É resistente à água, em geral, e também ao envelhecimento, tendo de igual modo as faces em “folha” de madeira desenrolada.

Quanto ao “contraplacado marítimo form” é constituído por partículas de pinho marítimo que se encontram aglomeradas com resina química, sendo também resistente à humidade mas por acção da pressão e da temperatura. As suas faces caracterizam-se por serem revestidas com filme fenólico de ambos os lados e topos selados com resina acrílica.
Por fim, o contraplacado marítimo “desk” é constituído por placas de folhas cruzadas de madeira natural com uma resistência mecânica elevada, coladas com resina resistente à humidade em geral. Os primeiros dois tipos de contraplacado são apropriados para o sector produtor de carroçarias, para aplicar em ambientes caracterizados por exposição a grande humidade, construção civil e embarcações. O terceiro tipo é muito utilizado em cofragens.
Resumindo, apresenta-se a seguir alguns produtos existentes no mercado:

Contraplacado de resinosas – Contraplacado utilitário para uso exterior em cofragens, embalagens e edifícios.

Contraplacado de resinosas decorativo – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e em exteriores, conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida.

Contraplacado de folhosas temperadas – Painéis em Choupo, Faia ou Bétula para aplicações em ambientes secos ou húmidos com topos protegidos, na decoração de interiores de autocarros e transportes ferroviários.

Contraplacado de folhosas temperadas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão ou de exigências elevadas em termos mecânicos, de moldagem, etc.

Contraplacado de folhosas exóticas – Painéis com superfície em madeira exótica (Okoumé) especialmente adaptados para organização de espaços interiores ou exteriores.

Contraplacado decorativo de folhosas exóticas – Contraplacado ranhurado destinado a ser utilizado em interiores e exteriores, conferindo o aspecto de um apainelado tradicional para uma colocação muito mais rápida, ou painel com superfície destinada a ser revestido com acabamento transparente (verniz, laca, etc.).

Contraplacado de folhosas exóticas especiais – Painéis para aplicações de grande precisão, construção naval, cercas, pavimentos, pista de skate e outras.

Conforme as folhas que se podem colocar sobre a “alma” do contraplacado, temos:

Placas engradadas – formadas por alma de grande espessura constituída por sarrafos ou ripas de secção quadrada ou rectangular dispostas em grade. As suas faces externas são revestidas com placas de contraplacado comum.

Placas lameladas – nas quais a alma do painel é constituída por lamelas de espessura variável, geralmente, não superior a 25 mm, colocadas lado a lado e coladas umas às outras. As suas faces externas são revestidas com folhas de madeira mais rica e com acabamento mais cuidado que o contraplacado comum.

Placas alveoladas – que apresentam uma alma constituída por uma estrutura de réguas de pequena espessura feitas de madeira, de painéis de fibra ou até de cartão leve, formando alvéolos que são recobertos de ambos os lados por placas de contraplacados decorativos. São utilizadas geralmente para fabrico de portas planas.

Placas moldadas – que são fabricadas utilizando moldes contra os quais se aperta por prensagem as folhas de madeira com cola e afim de se obter perfis encurvados de formas diversas destinados ao fabrico de móveis, revestimentos, etc.

Placas decorativas – formadas por contraplacados revestidos exteriormente por madeira fina. Entre as suas variedades figuram painéis em que uma das faces é sulcada ou esculpida, de forma a apresentar relevos discretos.

Contraplacado - Definição e Processo de Fabrico

Designa-se por “contraplacado”, segundo alguns autores, o “painel constituído por um número ímpar de folhas coladas umas sobre as outras, prensadas, conferindo-lhe uma certa rigidez. É formado por três elementos constitutivos: a “folha”, a “alma” e a “cola”.

A “folha” que se aplica na obtenção dos contraplacados pode obter-se para utilização mediante o chamado “desenrolamento” de um pedaço de madeira (normalmente um toro), na posição rotativa, após se ter feito um “corte” do mesmo pedaço da madeira com uma lâmina. Este corte pode ser feito segundo duas técnicas: “plano longitudinal” ou por “serragem”. A figura abaixo permite visualizar esta forma de corte.


A “alma” é, na definição que é proposta por alguns autores a “camada central do contraplacado, de espessura superior à das folhas que a revestem, e que é formada por painéis de blocos, painéis de fibras, desperdícios de cortiça, lã de vidro, etc.”. A “cola” é o “ligante utilizado para unir as folhas de madeira entre si ou à alma”.

Os contraplacados são placas que se constroem a partir de folhas de madeira natural fina, por via de processos que evitem deformações. A partir dos toros de madeira, cortam-se camadas finas que se designam por folhas. Estas são cortadas em determinadas dimensões e sobrepostas com o fio alternadamente cruzado, de forma a serem coladas com resinas sintéticas e sob fortes pressões, em prensas especiais, sendo o número de camadas sempre ímpar para se obter uma
estrutura simétrica de cada um dos lados.

Quando se obtém ou se constrói um “contraplacado”, o objectivo é satisfazer não só as necessidades da procura por parte dos seus utilizadores, mas também ter um outro tipo de material substituto da madeira, para ir de encontro às necessidades do sector produtivo.

Por outro lado, no caso do “contraplacado”, existe a possibilidade de se “utilizar quase integralmente não só os ramos, as lenhas e os toros de pequeno diâmetro produzido pelas matas, como também os desperdícios de madeira, as aparas e as serraduras provenientes das serrações”, o que contribui positivamente para a economia e meio ambiente.

Para evitar as possíveis deformações da madeira natural e conseguir o maior aproveitamento dos toros, estes são cortados com máquinas especiais – desenroladoras – em que uma lâmina de corte ataca a madeira tangencialmente às camadas de crescimento de forma a destacar do toro, por rotação contínua, uma delgada camada de material lenhoso.



Em qualquer dos casos as folhas obtidas são cortadas segundo determinadas dimensões e sobrepostas de cada um dos lados da camada central, denominada alma, como se referiu.
Desta maneira obtém-se os painéis ou placas de contraplacado, que se caracterizam pela sua grande resistência à flexão e às deformações por empeno, devido à disposição cruzada das fibras de camada para camada. Estes painéis são fáceis de trabalhar e tornam-se muito mais económicos do que a madeira maciça.

OSB - Aplicações na construção civil tradicional

O OSB pode ser utilizado, no sistema tradicional de construção, durante o período da obra em tapumes, instalações provisórias, barreirasde protecção, pontes ou confragens para betão. Através de composições distintas também é possível fazer uso do OSB como estrutura de mezanines, telhados ou mesmo como revestimento de paredes internas e externas.

Vedação de obras (tapumes)

Recomenda-se a utilização do Tapume o qual é composto por tiras de madeira prensadas e unidas com resinas resistentes à acção da água o que garante uma óptima aparência e alta resistência à delaminação e ao empenamento quando exposto à intempérie. Excelente para vedação de obras. O Tapume traz também como vantagem o rendimento, graças ao seu dimensionamento mais largo (11% maior), quando comparado ao seu concorrente, ou seja, 9 placas de Tapume correspondem a 10 placas de contraplacado.

o Instalações:
A instalação é similar a feita com o contraplacado, apenas utilizando as recomendações citadas abaixo:

o Revestimentos:
Pode utilizar-se qualquer tipo de tinta à base de solvente. No caso do uso de tinta à base de água, recomenda-se apenas a acrílica. Aceita também a pintura com vernizes incolores ou corantes, mas neste caso recomenda-se aplicação de 2 ou 3 demãos com manutenção a cada 12 meses.Para aplicação de texturas ou massa corrida, recomenda-se uma lixagem prévia com lixa grão 100. Também é recomendado selar o topo dos painéis.

o Fixação:
Aceita pregos galvanizados comuns, espiralados ou anelados. Também podem ser utilizados parafusos comuns ou grampos.

o Dicas para obter a maior durabilidade dos painéis:
§ Selar as bordas dos painéis com uma das tintas recomendadas;
§ Nas juntas, deixar um espaço de 3 mm entre as placas;
§ Ao fixar os painéis, cuidar para que fiquem divididos meio a meio sobre o barrote. Deixar no mínimo 2,5 cm acima do solo


Instalações provisórias (canteiros de obras)

Como o OSB tem resistência mecânica similar a do contraplacado, pode ser utilizado da mesma maneira com os métodos convencionais de construção. A sua alta resistência à delaminação e ao empenamento, garante ao canteiro óptimas condições higiénicas, durabilidade e excelente aparência.

Confragens para betão

Pode ser oferecido 3 produtos para confragens de betão de vigas, lajes, pilares e fundações:
o Eco-Tábua
o Eco-form
o Top-Form
O Eco-tábua garante 2 a 3 usos com desmoldante e é recomendado para obras em que não serão necessárias muitas utilizações. Por ser um produto industrializado, apresenta vantagens sobre as tábuas encontradas no mercado: tábua seca, recta, sem fendas ou nós, que não entorta e com óptima resistência mecânica e à humidade. É feita com madeira 100% reflorestada e em diversos comprimentos, a fim de minimizar as perdas nas obras.As construções em que se exige um maior número de usos, poderá ser utilizado o Eco-form, produto sem revestimento, desenvolvido exclusivamente para o uso em confragens, com garantia de até 10 usos (com aplicação de desmoldante, considerando as duas faces do painel). Destaque para a selagem com tinta impermeabilizante nas bordas, nas cores laranja e branco, que auxilia na protecção contra a humidade, tornado os painéis mais resistentes e com garantia de até 10 usos (5 em cada face) com desmoldante. O Top-Form possui características semelhantes ao Eco-form. A diferença está na selagem de bordas na cor branca e no revestimento com filme fenólico 120g/m2 (Tego Filme) nas duas faces do painel, garantindo um melhor acabamento e maior número de utilizações. Garantia de até 16 usos, considerando as duas faces do painel.

Pontes e barreiras de protecção

Para esta aplicação podem ser utilizadas as placas Indu-Plac ou tábuas Eco-Tábua.Para barreiras de protecção deve-se utilizar painéis com espessura de no mínimo 18mm. No caso de pontes recomenda-se espaçamento máximo entre apoios de 60 cm. Tanto na execução das pontes como das barreiras de protecção devem ser seguidas às normas presentes na legislação específica.

Mezanines, palcos, pontes e afins


O OSB é excelente para estes tipos de estruturas, devido à sua resistência e alta qualidade. Os produtos indicados para esta aplicação são: OSB Home Plus Estrutural.Abaixo está a tabela de cargas verticais admissíveis do OSB.

Coberturas e telhados

Sobre uma estrutura de madeira ou aço, as placas de OSB são uma excelente opção para compor o substrato de telhados e coberturas. Combinando as características naturais da madeira com a tecnologia do processo de fabrico, o OSB oferece alta resistência, rigidez, uniformidade e durabilidade. O processo de fabrico elimina surpresas como vazios e nós internos. Assim se eliminam também os desperdícios por falhas nos painéis.Prática comum na América do Norte, a utilização de subcobertura composta por placas de OSB em telhados melhora bastante o conforto térmico da edificação e pode contribuir na rigidez da estrutura à acção do vento.A selecção dos painéis de OSB mais adequados para a função de cobertura depende do espaçamento das tesouras e das solicitações de flexão oriunda do peso da cobertura e cisalhamento no plano do painel, quando este é dimensionado para resistir aos efeitos de distorção ocasionados pela acção de vento ou abalo sísmico.Para coberturas e telhados podem ser utilizados: OSB Home Plus Estrutural, OSB Home Estrutural, TechShield, Subcobertura e Telha Shingle.

Forros

Foi desenvolvido um painel de OSB produzido com resina fenólica, revestido em uma face com uma lâmina de madeira natural ranhurada. O produto é o Decowall. O pratico do OSB com a beleza da madeira natural.


Divisórias internas

Devido a sua resistência e alta qualidade, o OSB é um excelente produto para compor divisórias internas. Além do OSB Home Plus Estrutural, OSB Home Estrutural e Indu-Plac, pode ser proporcionado dois revestimentos decorativos: Decowall e SmartSide.


Decoração de paredes


Unindo o pratico do OSB com a aparência da madeira natural em dois produtos:O Decowall, para revestimentos internos e o SmartSide para revestimentos internos e externos. Ambos fáceis de pintar e instalar.

COMO É FEITO O OSB?

Produzido a partir de madeira reflorestada com espécies florestais de rápido crescimento, emulsão parafínica, resinas resistentes à humidade e água, o Oriented Strand Board é um painel de madeira composto a partir de três a cinco camadas. O produto Brasileiro, possui quatro camadas - duas externas orientadas no sentido longitudinal e duas internas, cruzadas no sentido perpendicular. A norma seguida pela produção é o processo de fabricação 100% automatizado e o alto nível de orientação das tiras nas camadas externas e internas - aproximadamente 90% do processo é orientado - asseguram propriedades técnicas superiores.No procedimento de colagem, as duas camadas externas e longitudinais recebem PF (fenólica) e as camadas internas e transversais, MDI. A função da resina é garantir que as placas não se descolem com a acção da água. Os adesivos à prova de água são os mais utilizados no fabrico do OSB por serem extremamente resistentes às intempéries e não degradados na presença de humidade. A aplicação de cola líquida assegura um equilíbrio do conteúdo de humidade similar à humidade predominante de 8 +/- 3%.

Uma vez prensados, os painéis apresentam baixos níveis de fenol e formaldeído livres, sendo classificados, segundo a norma Europeia EN 120, como sendo tipo E1, ou seja, completamente seguros de qualquer possibilidade de vir a causar cancro nos seus usuários. A emulsão parafínica utilizada é um aditivo agregado ao painel cuja função é evitar que este absorva grandes quantidades de humidade - sem ela, as placas inchariam 40% a mais do total da sua espessura. Alguns dos produtos produzidos são imunizados contra insectos xilófagos, passíveis de atacar a madeira, tais como os LP Home Plus Estrutural e LP Indu-Plac Plus.


Processo de fabrico





O OSB é produzido a partir de toros de madeira de florestas sustentáveis, 100% reflorestáveis.
Confira o processo:
1) Os toros são descascados e cortados em tiras ao longo da sua fibra.

2) Estas tiras são secas, classificadas por granulometria e misturadas com uma composição de resinas de colagem à prova de água, emulsão parafínica e insecticidas.

3) Esta composição segue para as formadoras onde serão produzidas as camadas orientadas, formando o colchão.

4) O colchão entra na prensa contínua de alta temperatura e pressão, onde será formado o master panel










5) Na saída os painéis são cortados com o seu tamanho comercial. Todo este processo é totalmente automatizado, com a monitorização de câmaras e computadores.