OSB - Oriented Strand Board

A sigla OSB vem do inglês e corresponde a Oriented Strand Board, que significa Painel de Tiras de Madeira Orientadas. Trata-se de um produto de grande resistência mecânica, versatilidade e qualidade absolutamente uniforme, que pelas suas características é tratado como um painel estrutural.O LP OSB é um painel estrutural de tiras de madeira 100% proveniente de florestas reflorestadas, orientadas em três camadas perpendiculares, unidas com resinas resistentes a intempéries e prensadas sob alta temperatura, o que aumenta a sua resistência mecânica, rigidez e estabilidade. Através deste processo de engenharia altamente automatizado, os painéis são permanentemente controlados e testados de acordo com rigorosos padrões de qualidade.
A diferença em relação a qualquer outro tipo de painel de madeira que conhece é que o OSB é um produto especificamente desenvolvido para atender requisitos como:

  1. Versatilidade de usos com qualidade;
  2. Preocupação ambiental, é ecologicamente correcto pois utiliza somente madeira de reflorestamento; e,
  3. Confiança, é produzido sob rigorosos processos industriais.




História do OSBNo mercado mundial desde a década de 70, o Oriented Strand Board (OSB), nasceu nos Estados Unidos como uma segunda geração do waferboard, produto desenvolvido em 1954 pelo Dr. James Clarke.Enquanto no waferboard (imagem da direita na ilustração abaixo) as tiras eram menores e aplicadas em todas as direcções, o OSB utiliza tiras maiores e orientadas.

A partir da sua introdução no mercado americano, o painel estrutural OSB foi rapidamente aceite, substituindo os demais painéis no segmento de construção civil. Os países que mais utilizam estes painéis são os Estados Unidos e o Canadá, com destaque para o uso na construção civil, devido às suas características físicas e mecânicas que possibilitam seu emprego para fins estruturais.Nestes países, a partir da década de 90, o OSB passou a competir em larga escala com as placas de contraplacados. Actualmente, todos os códigos de edificações americanos e canadenses reconhecem a qualidade do material para os mesmos usos que a madeira de contraplacado. No Brasil, somente em 2002 o OSB começou a ser produzido e comercializado em grande escala.


Evolução do OSB
Do wafeboard ao OSB, a evolução do produto ocorreu com a substituição das tiras menores e aplicadas em todas as direcções para a aplicação de tiras maiores e orientadas. Com características estéticas bastante similares, o OSB e o wafeboard diferenciam-se, portanto, no processo produtivo.O OSB foi concebido originalmente para atender ao segmento de construção framing, desenvolvido no final dos anos 70 nos Estados Unidos, funcionando muito bem no travamento das estruturas de aço ou de madeira (steel frame e wood frame). Evoluiu para outros mercados como os de embalagens, móveis e decoração, onde a cultura do fast-construction ainda não é muito forte.O grande BOOM no mercado mundial aconteceu apenas na década de 90, embora não tenha havido nenhuma grande revolução na aparência ou nas tecnologias empregues para o seu fabrico. Isto ocorreu devido ao desenvolvimento constante do mercado pelas empresas fabricantes e a maior aceitação do produto pelos usuários devido às qualidades finais da construção.Afinado com as expectativas do mercado - óptima qualidade e resistência estrutural somado a um excelente custo-benefício -, o sector da construção civil observou o potencial do produto. Em virtude do preço, devido ao processo produtivo, foi nessa década que muitas fábricas que produziam o contraplacado começaram a fabricar OSB.O aumento de procura pelo produto resultou na instalação das primeiras plantas industriais fora do eixo do Canadá e Estados Unidos, entre os anos de 1996 e 1997. Europa, Ásia e Chile começaram a produzir o produto.


Este avanço se deve principalmente a 4 factores:


  • Melhor aproveitamento dos toros de madeira (OSB utiliza 96% contra 56% do contraplacado), optimizando o custo e proporcionando um produto ecologicamente mais eficiente;

  • Possibilita a utilização de toros mais finos (6 anos para o OSB contra 14 anos para o contraplacado) e de menor valor comercial;

  • Produtividade maior devido ao processo de fabrico totalmente automatizado e de grande escala (Uma fábrica de OSB utiliza em média 24 pessoas em 3 turnos para operar uma linha de produção de 350.000 m³/ano. Uma fábrica de contraplacado necessita de mais de 200 pessoas para produzir em torno 80.000 m³/ano);

  • As características do produto, tecnicamente similar ao contraplacado mas com custo menor, que permitem uma ampla variedade de usos e aplicações.


Vantagens da sua utilização


  • · Alta resistência físico-mecânica;

  • · Resistente às intempéries;

  • · Maior resistência ao empeno (boa apresentação visual);

  • · Qualidade consistente e uniforme;

  • · Sem problemas de delaminação;

  • · Sem vazios internos e nós soltos:

  • · Estabilidade de oferta pelo ano todo;

  • · Processo de produção 100% automatizado;

  • · Espessura calibrada;

  • · Versatilidade de usos;

  • · Preço competitivo;

  • · Ecologicamente mais eficiente;

  • · Assistência técnica.

Bom Ano Novo

Para os primeiros anos em funcionamento, este jovem blog tem superado as espectativas, estandos perto de atingir 1500 visitas em apenas alguns meses.



A razão que me levou a criar este blog e o pôr a funcionar, é simples, divulgar. Temos consciência de que o material madeira apresenta muitas facetas e funcionalidades, muitas vezes mal utilizadas, devido ao desconhecimento das suas propriedades e capacidades. Devido à falta de informação sobre a área, Engenharia de Madeiras, este Blog pretende divulgar aspectos técnicos importantes e interessantes, relativamente ao material madeira, espécies de madeiras, derivados, propriedades de productos de acabamento e colagem, entre outros.

Perante esta razão, o blog conseguiu todas as semanas dar a conhecer algums aspectos técnicos sobre o material em questão

Prometo continuar, brindando o Ano que se avizinha com mais notícias, publicações e ambições.
Despeço-me por este Ano com apenas com o Desejo de Um Ano Melhor, com uma maior oportunidade de emprego e realização pessoal.

O Pinheiro Bravo: A primeira essência florestal de Portugal

A sua origem alimentou algumas discussões. Introduzida ou originária, o que é fato é que ela se instalou e progrediu enormemente em Portugal, tendo o seu pico de expansão nos anos setenta, que de acordo com o padrão de ocupação florestal da época representava mais de 40% da área florestal.
O século XX foi o grande período da sua expansão. Os grandes programas de arborização promovidos pelo governo de Portugal estiveram na raiz do seu crescimento. As suas características fizeram desta espécie o grande e quase único meio de arborização das dunas litorais e baldios serranos. As suas características de rusticidade e plasticidade, de boa adaptação a solos muito degradados por séculos de uso intensivo, permitiram-lhe expandir-se um pouco por quase todo o território, muito para além do que é a área ótima para o seu desenvolvimento.
Os proprietários particulares adaptaram-na para ocupar muitos dos seus montes, onde durante séculos vegetaram carvalhos e outras espécies que o pastoreio intensivo, o corte das lenhas e as roças de mato acabaram por fazer desaparecer.
Os produtos do pinhal permitiram satisfazer algumas das necessidades básicas das famílias camponesas tradicionais. Foi durante décadas o grande capital de reserva com que as comunidades rurais puderam acorrer a muitas das suas despesas extraordinárias. Das lenhas, aos toros para entivação das minas, passando pela madeira, pelo carvão e pela resina, o pinhal teve uma importância fundamental na economia rural do Centro e Norte de Portugal.




A partir dos anos setenta, o êxodo rural do país veio alterar radicalmente aquilo que tinha sido até ali o modo de vida rural. Espécie florestal intimamente ligada à pequena propriedade, fragmentada e dispersa, o pinhal e a sua economia são um testemunho das grandes mudanças operadas na sociedade rural portuguesa, com o abandono dos campos e a procura, fora das suas comunidades, de formas de vida mais dignas para si e para os seus. As conseqüências para o pinhal são diversas e vão desde o abandono, típico dos espaços rurais profundos, até à sua substituição pelo eucalipto designadamente em espaços rurais intermédios onde as condições socioeconômicas e edafo-climáticas, permitem soluções florestais mais intensivas.
As mudanças iniciadas na década de sessenta do século passado, conduziram os espaços rurais a um circulo vicioso que se auto alimenta, num processo onde o declínio demográfico é a face mais visível do problema, alterando práticas ancestrais de produção de energia e da sua reconversão por processos naturais. A diminuição da intensidade do uso da floresta traduziu-se numa enorme acumulação da maior parte da biomassa produzida, criando grandes massas térmicas prontas a explodir.
A utilização mais tradicional dos pinhais na pequena propriedade, centrada na exploração dos matos, das lenhas, da resina, da madeira para uso próprio e como "mealheiro", num quadro de "não gestão", tem vindo a dar alguns sinais, ainda que ténues, num processo com imensos escolhas, de uma nova lógica mais virada para o mercado, preocupada com os problemas da produtividade, da qualidade dos produtos, fazendo apelo aos novos saberes e tecnologias hoje disponíveis.
Mudanças previsivelmente lentas estas, face aos condicionalismo intrínsecos a própria espécie, mas também ao enquadramento sócio-económico onde este recurso florestal e uma realidade presente e onde apresenta maiores potenciais de crescimento.


Estão, desde há muito tempo, identificados os grande obstáculos que impedem o desenvolvimento harmonioso da fileira do pinheiro bravo, que é uma das duas mais importantes espécies madeireiras, sendo a maioria de sua produção destinada às industrias de serrados.
Do lado da produção, a ausência de uma gestão ativa deste recurso vem sendo apontado como a grande questão que tem estado na origem das baixas produtividades e produções, da degradação do seu património genético através de modalidades de cortes que privilegiam os piores exemplares como garantias da continuidade dos povoamentos, através de um processo de seleção negativo, com consequências desastrosas para as qualidades tecnológicas do material produzido.
A quase absoluta ausência de praticas silvícolas, limpezas, desbastes desrramações, fertilizações, etc. torna o património florestal português um meio excelente para a propagação dos incêndios florestais.


A tendência que tem vindo a desenhar-se nos últimos vinte anos de diminuição da área ocupada e as dificuldades crescentes em assegurar a satisfação das necessidades da industria, traduz bem o contexto social, económico e fundiário extremamente desfavorável em que a nossa principal espécie resinosa tem sabido resistir e sobreviver, e a muito pouca atenção que tem tido por parte dos seus maiores utilizadores. Quase se pode afirmar que a sua presença se faz contra tudo e contra todos, mesmo naqueles casos em que a opção conscientemente assumida por ela se deveu às elevadas ajudas públicas.

A transferência para organizações, profissionalmente cada vez mais estruturadas, as atividades de ordenamento e gestão, no quadro de uma silvicultura multifuncional, racionalizando e tornando mais eficientes as diversas operações florestais, melhorando a qualidade do lenho e organizando as vendas de produtos florestais através de uma política comercial mais agressiva e a prevenção dos incêndios, é uma das vias que deve ser privilegiada no âmbito do desenvolvimento do setor florestal privado de Portugal.
Paralelamente, desenvolver políticas públicas de apoio ao reagrupamento da propriedade, à aplicação de critérios de gestão sustentável e certificação dos produtos florestais, ao melhoramento dos materiais de reprodução, em ordem à obtenção de ganhos de produtividade que permitam, em prazo razoável, aumentar as produções unitárias e os rendimentos dos proprietários.
Enfim, é preciso transformar em realidades as potencialidades identificadas, mas para se atingir tal desiderato é fundamental operar uma nova atitude em todos os intervenientes, ativamente ligados aos grandes óbices ao desenvolvimento sustentável do patrimônio florestal.

Praga do nemátodo beneficia indústria do papel e centrais de biomassa

A industria papeleira e as centrais de biomassa podem beneficiar do recuo do pinheiro-bravo, devastado pela praga do nemátodo e pelos incêndios florestais, destaca o Estudo das Serrações. “Com a libertação do terreno pelo abandono do pinhal, o eucalipto poderá ser o principal beneficiado e, logo, a indústria papeleira”, salienta o documento elaborado pela Associação dos Industriais de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP) em parceria com a Sociedade Portuguesa de Inovação. Os proprietários florestais e as indústrias a montante, como as serrações, aglomerados e mobiliário estão a ser penalizados com o alastramento da praga do nemátodo e admitem o eucalipto como espécie alternativa, acrescentam os autores do estudo.


Também as centrais de biomassa poderão beneficiar dos “efeitos devastadores” desta praga, obtendo matéria-prima em abundância, ao contrário do que acontecia antes quando a biomassa (madeira e desperdícios florestais) recolhida nas matas e florestas nacionais era exportada para países que ofereciam preços mais elevados. As indústrias energéticas de biomassa e de produção de pellets (granulados de madeira prensada para uso em lareiras) consomem 1,9 milhões de toneladas de madeira de pinho por ano, contra 1,750 milhões de toneladas das serrações. Estas áreas florestais têm também diminuído devido à ação dos incêndios. “Mais de 35.000 hectares de floresta arderam até Agosto de 2009, o que representa mais do dobro do total do ano anterior”, refere o estudo.

Apesar de tudo, o documento salienta que os silvicultores portugueses podem responder ao aumento da procura de pinho nos próximos 20 anos desde que sejam observadas determinadas condições, como a melhoria da gestão florestal e a introdução de espécies melhoradas. O estudo refere ainda “a vontade das entidades governamentais de apoiar a extensão e especialização da área florestal, passando da situação atual de 541.700 hectares de povoamentos puros e 245.700 hectares de povoamentos dominantes de pinheiro bravo para um cenário de 860.000 hectares de povoamentos puros em 2030”. O cluster florestal é responsável por cerca de 12 por cento do PIB industrial, 9 por cento do emprego industrial e 12 por cento do total das exportações.
Fonte: Publico Economia/Painel Florestal

Espécies de Madeira - Cedro

Cedro

Nome Científico: Cedrela sp


Família: Meliaceae

Caracteristicas Gerais
Madeira leve, cerne variando do bege-rosado-escuro ou castanho-claro-rosado, mais ou menos intenso, até o castanho avermelhado,


Textura grossa;


Grão direito ou ligeramente ondulado,


Superficie lustrosa e com reflexo dourados;


Cheiro característico, agradável, bem pronunciado em algumas amostras, quase ausente em outras ;


Gosto ligeramente amargo.


PROPRIEDADES FÍSICAS

Massa específica aparente (densidade) a 15% de humidade: 0,53


Retracções(%)(do p.s.f. até 0% de humidade)Radial: 4,0
Tangencial: 6,2
Volumétrica: 11,6
Coeficiente de retrabilidade volumétrica: 0,40


PROPRIEDADES MECÂNICAS
Compressão axial
Limite de resistência (kgf/cm2), madeira a 15% de humidade: 399
Coeficiente de influência da humidade (%): 3,4
Coeficiente de qualidade: 7,5
Limite de proporcionalidade - madeira verde (kgf/cm2): 205
Módulo de elasticidade - madeira verde (kgf/cm2): 98.200




Flexão estáticaLimite de resistência (kgf/cm2)
Madeira verde: 640
Madeira a 15% de humidade: 828

Relação L/F - madeira verde: 28
Limite de proporcionalidade - madeira verde (kgf/cm2): 260
Módulo de elasticidade - madeira verde (kgf/cm2): 85.000



Choque (madeira seca ao ar)
Trabalho absorvido (kgf.m): 2,01
Coeficiente de resiliência R: 0,32
Cota dinâmica R/D2: 1,13



Cisalhamento- madeira verde (kgf/cm2): 72Dureza Janka (kgf): 320Tração normal às fibras - madeira verde (kgf/cm2): 52Fendilhamento - madeira verde (kgf/cm2): 5,9

DURABILIDADE NATURAL
A madeira de CEDRO é considerada de resistência moderada ao ataque de organismos xilófago , segundo observações prácticas a respeito da sua utilização.

TRATAMENTO PRESERVANTE
A madeira de CEDRO, em tratamentos sob pressão, em ensaios de laboratórios, demonstrou ser de baixa permiabilidade às soluções preservantes.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES
A madeira de CEDRO, por apresentar retrabilidade linear e volumétrica baixas, e propriedades mecânicas entre baixa e média, é particularmente indicada para partes internas de móveis finos, folhas faqueadas decorativas, contraplacacados, embalagens decorativas, molduras para quadros, modelos de fundicão, obras de entalhe, artigos de escritórios, instrumentos musicais, em construcão civil, como venezianas, rodapés, guarnicões, cordões, forros , lambris em construcão naval, como acabamentos internos decorativos, casco de embarcacões leves, cabos de vassouras, etc. A madeira de CEDRO classifica-se, entre as madeiras leves, que tem mais diversificacão.