Espécies de madeira - Pinho Marítimo
Uma das questões que primeiramente se deve ter em conta, é se a madeira que se está a comprar não provém de zonas florestais ou terrenos indígenas em vias de extinção. Se comprar madeiras tropicais, confirme se é certificada por um organismo estatal e tem o selo de aprovação. O melhor será mesmo usar madeiras de reflorestação. A qualidade não é inferior e a Natureza agradece. A escolha da madeira deve relacionar-se com a função que esta vai cumprir (pavimento, escadas, janelas,...)
Contudo existem madeiras não exóticas muito utilizadas, embora não possuam as mesmas propriedades, como por exemplo o pinho nacional ou pinho maritimo.
O Pinho é uma madeira macia clara que se torna amarela-dourada depois de tratada com verniz. É muito económica, mas não deve ser submetida a um grande desgaste, uma vez que é muito macia e poderá riscar facilmente.
O pinheiro-bravo (Pinus pinaster) é uma espécie de pinheiro originária do Velho Mundo, mais precisamente da região da Europa e Mediterrâneo.
As pinhas ou cones, com entre 8 a 22 cm de comprimento por 5 a 8 cm de largura, simétricas ou quase simétricas, são castanhas claras e brilhantes quando maduras. Amadurecem no final do Verão do segundo ano e libertam numerosas sementes com uma asa, vulgarmente designada por pinhão.
É originária do Sudoeste da Europa e Norte de África. Tem uma distribuição muito espalhada pela bacia mediterrânica, localiza-se nos litorais atlânticos da Península Ibérica e de França.
Em Portugal era primitivamente uma espécie espontânea na faixa costeira sobre solos arenosos a norte do Tejo, onde encontra as condições fitoclimáticas ideais: humidade atmosférica e influência atlântica, mas actualmente, devido à acção do homem está presente por todo o País, existindo abundantes localizado nos extremos no Norte e Centro (distritos de Viseu, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Santarém), que com uma superfície de 812 000 hectares plantados, representam 62,5% da área total do pinheiro em Portugal; penetra até Trás-os-Montes e Beiras, e na faixa litoral desde o Minho até à Península de Setúbal.
Na Ilha da Madeira, o pinheiro-bravo representa 70% da área plantada.
Actualmente, o Pinheiro representa cerca de 40% da área florestal, ou seja 1 300 000 hectares em todo o País, quer em povoamentos puros, quer em mistos dominantes. Todavia, exige-se hoje uma gestão mais cuidada do pinhal, a fim de garantir um melhor rendimento de exploração.
Pino Marítimo
Nome Científico: Pinus pinaster Ait. Española: Pino marítimo; P. Gallego ; P. resinero

Propriedades Físicas:
Densidade aparente a 12% de humidade: 530 kg/m3 – semi leve
Estabilidade dimensional: Coeficiente de contração volumétrico: 0,45%. - Relação entre contrações: 2,82 % - pouca tendência a atejar
Dureza (Monnin): 2,45 – semi leve
Propriedades Mecânicas:
Resistência a flexão estática: 795 kg/cm2
Módulo de elasticidade: 74.000 kg/cm2
Resistência a compressão: 400 Kg/cm2
Durabilidade: Pouco durável
Mequinação e Serragem: Fácil, salvo se possuir um excesso de resina;
Secagem: Fácil e rápida. Pequeno risco de fendas e deformações;
Parafusagem: Problemas se existir excesso de resina;
Acabamento: Problemas quando existe resina. Convém aplicar um fundo que homogenize a madeira
Empregabilidade
Alburo ou Borne:
Empregabilidade e Durabilidade: Pouco ou não empregável;
Descrição Madeira Alburo: Branco amarelada
Duramen: Amarelo alaranjado
Fibra: Reta
Grão: Gruosso a médio
Aplicações: Carpintaria Interior, Móveis de Interior, Painel contra-placado, Madeira Laminada, placa Decorativa
Tipo de Madeira: Coníferas










